Publicado em 18/01/2009 06:56

A necessidade do trabalho e

Há décadas que a visão sobre trabalho vem sendo modificada, pois nos últimos decênios a expectativa de vida começou a aumentar e a carga horária prevista nos contratos de trabalho passou a diminuir e o tempo livre tornou-se um fenômeno de massa.

A NECESSIDADE DO TRABALHO E DO ÓCIO PARA A VIDA

Há décadas que a visão sobre trabalho vem sendo modificada, pois nos últimos decênios a expectativa de vida começou a aumentar e a carga horária prevista nos contratos de trabalho passou a diminuir e o tempo livre tornou-se um fenômeno de massa.

Hoje é comum vermos a venda de apartamentos e casas situados em condomínios que mais parecem clubes, com amplas áreas verdes que proporcionam relaxamento, piscinas e outros atrativos. Tudo isso, para proporcionar ao crescente público interessado a ter um maior aproveitamento do tempo vago, seja curtindo com seus entes queridos ou mesmo sozinho.

Bem diferente dos nossos avos e bisavós que laboravam de 15 (quinze) até 18 (dezoito) horas diárias. Hoje a nossa legislação trabalhista brasileira que segue a tendência mundial, determina uma carga horária de 8 (oito) horas diárias com 40 horas semanais, podendo chegar a 44 horas. Dependendo do grau de formação que possui o trabalhador e o cargo que ocupa essa carga horária de trabalho pode reduzir a metade. Com menos horas de trabalho, sobra tempo para o descanso, logo, a necessidade de preenchê-lo com atividades físicas e culturais se torna primordial, tudo para afastar o tédio.

De acordo com Paul Lafargue, grande escritor político do inicio do século passado, dizia que os nossos bisavós viviam em média 300.000 mil horas e dedicavam 120.000 horas a profissão, ao trabalho no campo ou nas fábricas.

Nesse século, viveremos em média 700.000 horas e gastaremos 80.000 trabalhando e passaremos a ter umas 226.000 horas de tempo vago, sendo o restante reservados para dormir e cuidar de nosso próprio corpo.

Para o grande filósofo Russel, não tem dúvidas que: "Uma população que trabalha pouco, para que seja feliz, deve ser instruída, e a instrução deve levar em conta as alegrias do espírito, além de utilidade direta proporcionada pelo saber científico", portanto, de forma simples, a educação consiste em dar sentido às coisas.

Em contrapartida, quando mencionamos a diminuição de horas trabalhadas nos dias atuais, esbarramos na idéia proposta na execução de trabalho defendida por super potencias como os Estados Unidos e o Japão, onde as leis trabalhistas diferem totalmente das nossas brasileiras. Nesses países, a flexibilização do trabalho, e o brutal capitalismo, proporciona aos trabalhadores terem vários vínculos de emprego.

A maior parte de máquinas que foram inventadas para economizar tempo são obras de americanos e dos japoneses, povos que, insistem viver num ritmo estressante de trabalho, sempre dispostos a renunciar aos fins de semana, ás férias, aos afetos e tudo que possa atrapalhar seus negócios.

São povos ricos de bens de dinheiro, mais pobres de tranqüilidades e de tempo.

Vamos cedo para a escola aprender tudo que podemos para termos uma profissão, depois trabalhamos muito para conseguir tudo que pode o capital nos proporcionar.

Falta algo! Não nos ensinaram o que fazer com o tempo vago, e aí!!! Estamos preparados para aproveitar com qualidade o tempo que nos sobra depois do trabalho? Essa resposta gostaria que fosse desenvolvida em outro texto.

Poliana Aires Rocha

Poliana Aires Rocha

Graduação - Formou-se em 2003, pela UFG - Universidade Federal de Goiás. Defendeu Monografia Jurídica com a tese "A exigibilidade do exame de DNA contra a vontade do demandado na ação contestatória de paternidade". Pós-graduação - Especialização pela FCM - Faculdade Cândido Mendes, em Direito do Trabalho, Processual Trabalhista e Previdência Social, 2006; Defendeu TCC com a tese "Homologação de Acordo Extrajudicial na Justiça do Trabalho".
Sócia da banca Rezende Aires Advogados, com dedicação às Áreas: Trabalhista e Previdência Social.

COMENTÁRIOS

Comentar usando as redes sociais

Caixa de comentários TUDOIN


Resposta ao Comentário (Cancelar)