Publicado em 20/07/2007 17:56

Acidente aéreo em Congonhas

A reforma feita no aeroporto de Congonhas no ano passado foi bastante questionada por especialistas

A derrapagem do avião da companhia Pantanal no aeroporto de Congonhas na segunda-feira parecia um aviso sobre o que viria a acontecer com a aeronave da TAM no dia seguinte no mesmo aeroporto, nas mesmas condições climáticas e pista molhada. O detalhe é que no primeiro caso não houve vítimas, ao contrário deste triste episódio acontecido em São Paulo, chegando a ser no ranking o maior acidente aéreo ocorrido no País. É mais uma trágica estatística, e ao mesmo tempo um atestado de incompetência do governo federal que acaba de re-inaugurar a pista recentemente. Claro que apontar o culpado neste momento, sem o resultado das investigações, pode ser um ato insano. Ocorre que a pista de pouso foi reformada justamente para esgotar o acúmulo de água, objeto de intensa reclamação dos pilotos, por apresentar grande dificuldade no momento da frenagem. A reforma feita no aeroporto de Congonhas no ano passado foi bastante questionada por especialistas por não resolver o problema das placas de água na pista. As críticas foram que por ocasião da primeira reforma tentaram economizar na massa asfáltica que permeia a pista. Há pouco tempo aeronaves da GOL, BRA e um jatinho derraparam em Congonhas quando a pista estava molhada. No caso específico deste último acidente vimos pelas imagens que outros fatores também podem ter contribuído para a tragédia, ou seja, possíveis falhas de equipamento associadas à água não esgotada por completo da pista. Quando especialistas, pilotos e controladores de vôo reclamam é porque algo de muito grave está acontecendo. Para o governo federal e a aeronáutica é preferível mandar punir e prender aqueles que reclamam e tentam alertar sobre os riscos do que assumir por completo a sua culpa pela falta de investimentos de peso em infra-estrutura que o País tanto necessita. Passaram-se quatro anos de um governo apenas no campo do discurso de fome zero, com políticas de transferência de renda, de um congresso em lamaçal de mensaleiros e sanguessugas. Agora com um senado com 29 dos senadores respondendo a processos na justiça. As coisas não acontecem como deveriam, parece que o orçamento nunca é suficiente diante da corrupção. Tudo isso nos envergonha, mas o pior é que vidas são ceifadas em acidentes diários, seja nos aeroportos ou estradas, que requerem investimentos. Percebe-se que no momento o mais sensato é não permitir pousos em Congonhas em dias chuvosos, desviando aeronaves para Guarulhos e, dependendo do caso até para Vira-copos em Campinas.

Welington Rodrigues

Welington Rodrigues

Economia, pós-graduando MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC.
Diretor da Project Consultoria Especialziada, autor do livro "Por que Inhumas é assim?".

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Lista de Comentários

Welington
09/10/2007 17:07

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Pablo, a política de Inhumas é muito previsível, já sabemos que os candidatos são Abelardo e Dr. João Antonio. Fora isto, qualquer candidato que aparecer é conversa fiada para enganar o povo. O aspecto da reeleição nunca funcionou em lugar nenhum no mundo, nem em condomínio de prédio, mas o Abelardo está indo bem e, tanto eu quanto as pessoas que converso, são a favor da continuidade, porque é jovem e tem visão de futuro.
Pablo Mascarenhas
30/09/2007 23:55

quem são?

Wellinton, cê que fala sem rabo preso, conta ai pra gente dos bastidores...quais são os pré-candidatos à prefeitura de Inhumas, além do Belardim, que têm chances de eleição?! Como o povo de Inhumas tradicionalmente vê a idéia de reeleição?!