Publicado em 05/10/2006 11:21

Batemos no Teto

A carreira política tem sentido quando o agente passa a ser adotado pelo povo...

A carreira política tem sentido quando o agente passa a ser adotado pelo povo e com isso, ganha espaço para se candidatar e atender expectativas numa linha lógica de atenção ao povo ao lado das realizações, dos benefícios, das obras ou dos investimentos, tendo o ao centro de tudo isso.

O político que tem a alma como seio de sua vocação e o conhecimento como base de formação e informação, tem, normalmente, caminho longo a seguir. Como exemplo, Teotônio Vilela - só o câncer o venceu. Tancredo Neves - só a Diverticulite o venceu. Juscelino Kubitscheck - só o "acidente" o venceu. Ulysses Guimarães - só as profundezas das águas do Atlântico o venceram. Pedro Ludovico - só a idade o venceu. Darcy Ribeiro - só o câncer o abateu. Petrônio Portela - só o enfarto o venceu. Nelson Carneiro - só a idade o tirou dos embates.

Os homens públicos movidos pelo ideal tiveram seus votos até que uma circunstância ou outra os tirassem dos embates. Os idealistas de agora, estão batendo no teto. Chegam ao limite entre o ideal e o real. Ficam à margem do caminho acompanhados de seus sonhos. A carreira vai diminuindo e seus passos são travados pela nova ordem: dinheiro - valor material. Os valores axiológicos são substituídos e passam apenas a serem ornamentos na linguagem do político "prático" que adota formas objetivas e sem fundamentos tipo: "comprei, paguei, ganhei", ou, "em política o feio e perder".

O quadro que gostaríamos de ter na parede de nossas casas, escritórios ou estabelecimento comercial ou industrial, seria a foto coletiva de todos aqueles que vão ocupar cadeiras nas Assembléias, na Câmara Federal e no Senado da República. Porém, quando você privilegia aquele que honra o ambiente, ao lado pode estar aquele que o contamina negativamente. A reforma política só tem sentido se os cidadãos e as cidadãs refletirem e entenderem que ao votarem num candidato, antes precisam eleger os seus princípios.

Irondes de Morais

Irondes de Morais

Graduação: Direito pela UFG Pós-Graduação - Especialização em: Direito Agrário pela UFG Política e Estratégia pela UCG/ADESG Direito Tributário - convênio UCG/IGDT
Reforma Tributária: Uma medida Urgente e Necessária;Conteúdo Jurídico do Princípio da igualdade;Elisão Tributária;Ação Civil Pública em Matéria Tributária;Efeito Social da Terra

COMENTÁRIOS

Comentar usando as redes sociais

Caixa de comentários TUDOIN


Resposta ao Comentário (Cancelar)

Lista de Comentários

Elma Paranhos
06/04/2007 16:25

Parabéns!

... O seu texto dispensa maiores comentários, Irondes, aproveito o momento para cumprimenta - lo, e em atenção, saber lhe, se recebeu o Livro Momentos, que lhe enviei? ... Desejo, muito sucesso nesta coluna e aproveito para estender um abraço à Miriam, bem como a toda familía. Abraços, Elma e Napoleão
Chua plim plim
08/10/2006 21:24

PÔ...LÍTUCUS!

A representatividade política brasileira nasceu do exercício democrácito. Como pensar a renovação de algo tão novo quando a importância de participação de jovens de 16 anos são educados, informados de seu voto de forma obrigatória? Tornamos os outros importantes quando o processo se dá por meio de rupturas. Tá passando da hora de falar com os jovens, a maior expressão desse último pleito, sem substimá-los, sem obriga-los, negar a herança de uma prática ditatotial. Falar de coerência, conduta e consciência implica compreender os referenciais para tornar isso real. O que é real hoje, não é a honestidade politica. Não sou desesperançado, minha lucidez é coletiva. Quando falo de jovens, falo de prioridade, não exatamente de falta de emprego, falo de respeito, em não substimar quem constitui o maior número de eleitores desse país. Senhoras e senhores, jargões e discursos alimentam prazeres, mas não nossas panelas. Nossas mentes estão sequiosas de gente inteligente, pessoas apresentem metas, porque planejar é pensar estrategicamente. O povo não precisa de projetos de poder, pessoalismos a parte. Políticos são necessários porque? São intelocutores da vontade de um povo que não conseguem se representar. Essa debate não exclui debates em torno de crises partidárias. Mencionar crises partidárias é associar a sua decadência com a de seus lideres. Afinal, a manutenção da força partidária brasileira confuse, por isso sobreviveu, questões da esfera pública como uso privado. A cidade do Manê, a praça do Dede. O que fazer? Caríssimo povo, o nepotismo ainda é uma prática clientelista, a sobrevida dos icompetentes. O Estado não precisa ser reinventado, necessita de gente que saiba ser menos pessoalista, mais profissional, afinal, o Estado é uma empresa e o povo patrão e empregado.
Vinicius Hayala Soyer
08/10/2006 20:42

Verdade

Sem duvida alguma todos os homens publicos citados acimas foram vencidos apenas pelo tempo, ou pelo menos,pelo cancer ou alguma outra tragedia.Ironia do destino, ou sera esse o fim que todo grande politico tem?Sera esse fato uma resposta ou punicao pelos seus atos durante a carreira publica?Uma coisa e certa,a corrupcao e a mentira sempre ficarao desnudos perante a verdade, seja ela um projeto do povo ou simplesmente da vida.Infelismente o Brasil jamais teve politicos competentes, se isso fosse verdade, neste circo nao teria tantos palhacos e o Brasil estaria bem melhor....com todo respeito ao senhor Irondes.Enquanto isso , eu tambem sigo colocando em pratica meus principios.
Fabiano
08/10/2006 19:45

representação

A democracia passa por uma prova rude. A da representatividade. Hipoteticamente uma eleição diz respeito a escolher pessoas que falarão por nós. Eu não votei na última eleição (estava fora do meu domicilio eleitoral). Não escolhi portanto quem vai falar por mim nas assembléias e palácios. Meu NÃO voto contudo teve a função de desautorizar que falem por mim. Nos próximos quatro anos e ainda nos outros quatro e de quatro em quatro, vou eleger e botar em prática meus princípios. Quanto aos candidatos.. q corram atrás.. dos deles..