Publicado em 17/01/2008 18:02

Criatividade

Além de invocar os componentes da construção do conhecimento como a fala a escrita, a leitura...

Estudiosos da prática educativa como Arroyo (2004) e Demos (2005) estabelecem a mesma crítica à estrutura da escola e as práticas de aula não conseguirem acompanhar o tempo do mundo, de modo que há um conflito em que estão situados, de um lado, uma escola e uma prática de aulas morosas, repetitivas, mecânicas e de outro lado um mundo dinâmico, uma realidade complexa que exige atitudes rápidas, decisões criativas, autonomia dos sujeitos.

Desse conflito deriva pelo menos duas necessidades: a educação continuada e uma prática pedagógica e didática em aula que culmine com um modo dinâmico de trabalhar conteúdos, metodológicos do ensino, relação teoria e prática etc. Esses princípios, que preconizam que o educador deve educar-se e a escola deve atualizar-se, transformam a criatividade na sala de aula em essência do trabalho educativo, porque, ao abrir á criação, professor e alunos adquirem novas possibilidades de intercâmbio com os símbolos do mundo.

O Trabalho com revistas, jornais, ou mesmo metodologias como o rádio na sala de aula, organização de entrevistas pedagógicas, círculos dinâmicos em grupos no trabalho com painéis, visitas técnicas, resgate da cultura, organização de censo de hábitos, levantamento de problemas através de rede da vida, gincanas culturais, interpretação de textos musicais, animam o sentido coletivo da aula, a transforma numa obra aberta á invenção, e à intervenção sempre renovada dos atores envolvidos.

Além de invocar os componentes da construção do conhecimento como a fala a escrita, a leitura e o ato de pensar mediado pela construção do conceito, oferecem oportunidades para que a aula seja, de fato, um lugar de desenvolvimento de potencialidades. E de descoberta de valores e de termos. Lançar a criatividade como elemento da aula exige especialmente dos professores, a consciência do sentido de inacabado do que fazem. Abrir-se ao sempre vir de sua prática remete a aula, ao plano da arte e, por isso, mais ao plano do processo que do produto. Mais da invenção que da repetição.

Dessa maneira, junto ao fortalecimento do processo coletivo da prática educativa instalasse a necessidade de, sempre, produzir novos significados para a realidade e a vida. E, daí, fazer da aula uma ponte entre o aqui e o mundo, entre o lugar e o distante, entre o eu e o social. Caminho da construção e da reconstrução da humanidade. Em síntese, vale ressaltar um princípio fortemente deslocado pelos estudiosos da educação: "a vida é dinâmica, é uma dinâmica". Uma aula mecânica, repetitiva, deixa de ser dinâmica e pode se tornar um "produto" indesejado.

Mara Lívia de Lima

Mara Lívia de Lima

Pós-graduada em psicopedagogia UEG - Inhumas|GO
Professora, Mediadora do programa Acelera e Se Liga Goiás, Professora da Inclusão em sala Alternativa, Coordenadora Pedagógica Municipal; coordenadora do Programa SESI | Educação para o trabalhador

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Lista de Comentários

Monise Santos Calaça
22/04/2008 17:03

Isso aí!

Você va i longe. Parabéns pelo seu trabalho.