Publicado em 13/06/2008 11:56

De bacanas a bregas

Falo de nossa língua portuguesa, quando desvirtuada por incautos breguistas

Poderoso rei, certa ocasião, prostrado pela doença, recebia os súditos no rico leito de seu palcio.

Influentes figuras do império não paravam de chegar. Uma delas, disfarando "para quando acontecesse" (a morte), perguntou:

Majestade, a qual de seus filhos deixar a direo do Reino?

O rei não titubeou:

aquele que tiver a espada mais longa.

Fim de papo. A História é pródiga em exemplos de poderosos que alcanaram a fama porque venceram as guerras.

Hoje, os tempos mudaram. Mudaram mesmo?... Os métodos para dominar podem ser diferentes, mas, as conquistas, ditadas pelos mais fortes, continuam; não com espadas, porém, as vezes com bombas, as vezes com personalismos impostos aos ingênuos.

Perdo. É que gosto do Brasil, sem deixar de admirar outros países.  No dizer do empresário e ex-deputado federal Guido Arantes, o Brasil tem tudo para ser uma grande potência: enorme extenso territorial, milhões de hectares de terras agricultáveis, a maior reserva de água doce do mundo, a maior reserva florestal do planeta, maior reserva de pedras preciosas e semi-preciosas, e as maiores jazidas do mundo estão aqui (esmeralda, ferro,  nibio, amianto, fosfato, mica, granito, cassiterita...).

Fora as bacanas riquezas materiais que nos rodeiam, outros bacanas indivíduos jogam fora seus poderes, viram bregas e não sentem, não percebem as frescuras de dominados. Falo de nossa língua portuguesa, quando desvirtuada por incautos breguistas (sim, despersonalizar brega). No ano passado, sobre a crónica "Frescuras de dominado" (DM de 18/07/07), o atencioso leitor  Marcelo Pedroso desabafou: "Finalmente, apareceu algum sensato para mostrar e divulgar a forte influência que sofremos com tanto besteirol estrangeiro". Obrigado, leitor. Não estou s.

Por sinal, Aldo Rebelo (deputado federal reeleito em 2002, líder do governo Lula na Cámara em 2003 e ministro da Coordenação Política em 2004) autor de um projeto que proíbe o uso comercial de palavras e expressões estrangeiras no Brasil; a proposta, aprovada na Cámara, não foi votada pelo Senado (!).

Nada contra marcas de produtos estrangeiros ou algumas palavras importadas já comuns no nosso linguajar. O duro é esconder nossa origem, suportar a falta de personalidade,  viver a breguice. Como acontece com o simpático e prestigiado Kaká, evangêlico, jogador do Milan. Em partida contra japoneses no Japão, ao ganhar o jogo e marcar gol, o astro exibiu camisa saudando Jesus Cristo em inglês! Ora, Kaká é brasileiro, o seu time é italiano, o público era japonês... e ele mostra frase em inglês?! Ele deve adorar as bregas expressões de "Fashion Week" daqui.

Não culpemos o estrangeiro pela imposio da língua inglesa. So os próprios (e ineptos)  brasileiros que emporcalham a língua portuguesa, jogando fora a marca de nossa raça.

Valdemes Menezes

Valdemes Menezes

Trabalhos executados na área de cultura regional. Escreveu as seguintes obras: O Pistolão, O Portão de Deus, O Grande Momento, A Recuperação do Preso e a Segurança do Povo, A invasão do Brasil. Muito Prazer Europa, O Pai do Disco Voador
Radicado em GO e nascido em MG(Ituiutaba), já passou por muitas e outras, de menino rico a jovem pobre. Formou-se com dificuldade no RJ, e, sozinho conseguiu alçar seu próprio vôo: foi redator da então poderosa Rádio Nacional; funcionário do Ministério da Fazenda na ex-capital federal; controlador de vôo da Real(adquirida pela Varig); assistente do diretor de rádio e televisão da McCann Erickson(maior empresa de publicidade do mundo) e se confessa hoje como apaixonado escritor.

COMENTÁRIOS

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Lista de Comentários

Abraxas
09/09/2008 20:47

....

Péssima escrita, típica de um reles narradorzinho. Ainda assim, foi melhor do que a crônica publicada no DM sobre o potencial literário do MP de Goiás. Pare de escrever papai do disco.