Publicado em 27/03/2008 22:51

FEIRA DO LIVRO

Estive na última Bienal do Livro do Rio de Janeiro e fiquei deveras encantado com o evento. Pensei na possibil

Estive na última Bienal do Livro do Rio de Janeiro e fiquei deveras encantado com o evento. Pensei na possibilidade de realizarmos algo semelhante em Inhumas. Obvio que não naquela amplitude, mas uma coisa bem mais modesta. Impossível? Nada disso. Para quem já fez o GREMI – maior festival de artes do Centro-Oeste? Café pequeno.

Aqui chegando procurei o prefeito Abelardo Vaz, que é cauteloso com gastos, mesmo assim, me autorizou a mexer os pauzinhos. A primeira pessoa que procurei foi a Cristine da Fundação Jaime Câmara, que se prontificou em ajudar. Saindo dali, me dirigi à AGEPEL, de onde saí desanimado, porém não derrotado e corri para a Secretaria da Educação, onde conversei com a professora Maria Luíza que me falou do I Salão do Livro Infantil e Juvenil de Goiás, que tem início neste dia 02 de abril, no Centro de Convenções de Goiânia. Ela me acenou que a meta é interiorizar a feira.

Para minha agradável surpresa, fiquei sabendo que no primeiro dia a professora Cida Barreto, Secretária de Educação da Cidade de Inhumas, falará, juntamente com a gaúcha Tânia Rosing, sob o tema: "Experiências exitosas de incentivo à leitura". Na oportunidade Cida apresentará o projeto que foi gerido em Inhumas, "Ler pra valer", reconhecido nacionalmente.

Com isto aumentam nossas chances de trazermos para nossa cidade a versão do evento, que ninguém tenha dúvida, será um sucesso. Nem todos conhecem o fascínio que o livro causa nas pessoas, principalmente nas crianças e jovens. Creio que um dos entraves à leitura, maior mesmo que o preço, é a dificuldade de acesso à obra. Um evento destes, coloca o indivíduo cara a cara com o produto e duvido que alguém que lá entre, saía sem levar para casa, pelo menos um livro.

O poeta e jornalista Gabriel Nascente escreveu numa crônica publicada no jornal O Popular do dia primeiro de fevereiro deste ano, onde ele me presta uma homenagem, falando de meu livro Crônicas da Goiabeira, que brevemente será lançado:

"Impressiona-me sobremaneira o burburinho literário que é Inhumas. Um aglomerado urbano inçado de talentos; o que, noutra angulação, dá a seu povo o coroamento de uma invejável honorabilidade cultural e histórica. Todos cantam e decantam, a seu modo, o ofício que lhes é peculiar, seja na prosa ou na poesia: a arte da escrita triunfa em publicações de livros, de jornais e até revistas. Audácia intelectual é que não falta a essa gente".

Num ambiente assim, não há o que temer, quanto a realização de uma feira do livro. Recordo-me de meu amigo Vicente Messias, para nós simplesmente Tibila, quando jogava truco comigo. O adversário trucava e eu ficava na dúvida e ele me encorajava: "Uai parceiro, você não tem medo nem de onça, vai ter medo dele? Manda logo um seis". É que a gente estava no Mato Grosso pescando e eu havia acompanhado, com uma máquina fotográfica, uma caçada de onça, que conto outro dia.

Quem já fez o GREMI, vai ter medo de realizar uma feira do livro? "É mole pra nós", diria o amigo Jovair Alves da Costa, Oficial de Justiça.

Davi Isaias da Silva

Davi Isaias da Silva

Graduado em direito pela UFG, especialista em Direito agrário e Direito penal
Advogado militante em Inhumas e região, atualmente vice prefeito de Inhumas;editor do Jornal reflexo que circulou em Inhumas e região, colaborador do jornal 11 de Maio e Diário da Manhã;Livros Publicados: Cleide Campos pela editora Kelps; Contagem regressiva - contos, Ed. Deescubra, Crônicas da Goiabeira - Ed. América. Premiações: Gremi contos, As formigas, Cento e vinte e um, Metamorfose;Conto Crime Ambiental publicado na coletânea da ALCAI

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Lista de Comentários

Lucas
04/04/2008 00:31

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Parabéns mi padre. Que seja um belo evento e que nos dê saborosos frutos. Quanto ao texto, belo desfecho.
Wemerson C. da Fonseca Fraga
28/03/2008 14:28

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Respeitável iniciativa. Inhumas não só pode, mas deve voltar a sediar um evento cultural de relevância no âmbito regional. Seus artistas, que, como conta o poeta Gabriel Nascente, não são poucos, merecem espaço.