Publicado em 24/05/2006 16:40

Governador critica burguesia

Governador de São Paulo, afirma que o problema da violência no estado é culpa da minoria branca...

Em entrevista à Folha de São Paulo dias atrás, Cláudio Lembo, governador de São Paulo, afirma que o problema da violência no estado é culpa da minoria branca e que só será resolvida quando estes mudarem sua mentalidade.

 

Nós temos uma burguesia muito má, uma minoria branca muito perversa, afirmou. A bolsa da burguesia vai ter que ser aberta para poder sustentar a miséria social brasileira no sentido de haver mais empregos, mais educação, mais solidariedade, mais diálogo e reciprocidade de situações.
Lembo fez criticas ao ex-governador Geraldo Alckmin, que afirmou que aceitaria ajuda federal para resolver o problema da violênica, e o ex-presidente FHC, que repudiou o acordo entre o estado e o PCC para que se encerrassem os ataques.

 
Quando questionado sobre a possível morte de inocentes pela polícia, disse  que tentaram aconselha-lo a dizer tolices como aplique-se a lei do Talião, Fui totalmente contrário. Faremos tudo dentro da legalidade e do Estado do Direito.

 
Disse também que não se assusta com o numero de mortos e sim com a realidade social brasileira. Acho que tudo isso foi um grande alerta para o Brasil. A situação social e o cancêr do crime é maior do que se imaginava. Este é o grande produto desses dias todos de conflito. Nós temos que começar a refletir sobre como resolver essa situação, que tem como componente social e um componente criminoso, ambos gravíssimos. O crime organizado trabalha com a droga. A droga é um produto caro, consumido por grandes segmentos da sociedade. Enquanto houver consumidor de drogas, haverá crime organizado no tráfico. É assim aqui, na Itália, nos EUA, na Espanha. O crime se alimenta do consumidor de drogas. E brinca, afirmando que o PFL está no poder desde que Cabral chegou ao Brasil.

 
Quando indagado sobre a burguesia ele afirma, Não há nada mais dramático do que as entrevistas da Folha [com socialites, artistas, empresários e celebridades] desta quarta-feira. Na sua linda casa, dizem que vão sair às ruas fazendo protesto. Vai fazer protesto nada! Vai é para o melhor restaurante cinco estrelas junto com outras figuras da política brasileira fazer o bom jantar.[...] Nossa burguesia devia é ficar quietinha e pensar muito no que ela fez para este país.[...]O que eu vi [nas entrevistas para a Folha] foram dondocas de São Paulo dizendo coisinhas lindas. Não podiam dizer tanta tolice. Todos são bonzinhos publicamente. E depois exploram a sociedade, seus serviçais, exploram todos os serviços públicos. Querem estar sempre nos palácios dos governos porque querem ter benesses do governo. Isso não vai ter aqui nesses oito meses [prazo que resta para Lembo deixar o governo]. A bolsa da burguesia vai ter que ser aberta para poder sustentar a miséria social brasileira no sentido de haver mais empregos, mais educação, mais solidariedade, mais diálogo e reciprocidade de situações.   E ainda fala quando a eles começaram, Na formação histórica do Brasil. A casa grande e a senzala. A casa grande tinha tudo e a senzala não tinha nada. Então é um drama. É um país que quando os escravos foram libertados, quem recebeu indenização foi o senhor, e não os libertos, como aconteceu nos EUA. Então é um país cínico. É disso que nós temos que ter consciência. O cinismo nacional mata o Brasil. Este país tem que deixar de ser cínico. Vou falar a verdade, doa a quem doer, destrua a quem destruir, porque eu acho que só a verdade vai construir este país.

 
Sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ele afirma, Eu acho que o presidente Fernando Henrique poderia ter ficado silencioso. Ele deveria me conhecer e conhecer o governo de SP. Eu não posso admitir nem a hipótese de se pensar isso. Para opinar sobre um tema tão amargo, tão grave, ele teria que refletir, pensar. E se informar. Quanto ao presidente [FHC], pode ser que eventualmente ele tenha precedente sobre acordos. Eu não tenho. 

Joaquim Xavier

Joaquim Xavier

Estudante do curso de Letras na UEG Inhumas.
Presidente do Centro Acadêmico Bernardo Élis UEG Inhumas Militante da Juventude do PSOL Go e da frente de esquerda da UNE Coletivo de Comunicação e Educação do Movimento Terra Trabalho e Liberdade(MTL) e gerente da fabrica Doces Taí.

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