Publicado em 10/07/2006 21:53

Infidelidade Virtual

Será que as relações virtuais que as pessoas casadas mantêm com outras podem ser tidas como infidelidade ?

Na atual transgressão de nosso mundo, percebemos que as relações humanas estão cada dia mais intensas. Contudo, essa vivacidade nas interações esta conceitualmente tomando uma colocação adversa da que conhecemos.

 

Com a globalização das informações cada dia mais presente na vida das pessoas, fazendo com que as máximas distâncias entre elas se reduzam a um tock, um clique ou mesmo a um acesso, podemos dizer que o relacionamento humano esta mais presente no campo virtual que real.

   

Contribuindo com todas estas transformações, dizemos que é cada dia mais comum à vida das pessoas a inclusão digital. Isto é, grande numero de pessoas presente nos sites de relacionamento (orkut, gazzag etc), salas de bate papo (chats, msn etc.) comunicadores moveis (celulares, pagers, etc.) ou qualquer outro meio que ligue uma pessoa a outra de um modo virtual.

 

E como é dito, onde a o uso sempre haverá o abuso - ponto de partida de toda problemática, percebemos que as pessoas tornaram sua existência com duas posições distintas, uma vida virtual e outra real.

 

E é nessa camuflagem da realidade virtual que indagamos um dever jurídico das pessoas casadas, que é: a fidelidade recíproca.

 

Será que as relações virtuais que as pessoas casadas mantêm com outras podem ser tidas como infidelidade na vida real, quebrando um dos deveres do matrimonio ?

 

A infidelidade virtual, também chamada de cyber sexo, trata-se de uma relação intima travada por pessoa casada com uma terceira pessoa, pela via eletrônica.

 

Uma pesquisa feita pela Universidade da Flórida mostra que, 85 porcento dos entrevistados não consideram como ato de infidelidade; outra pesquisa mostra que 30 porcento das relações virtuais torna-se reais.

 

Aos olhos da justiça brasileira a dita Infidelidade Virtual, se provada, pode ser, e ate já foi julgada pelos tribunais sulistas como a ruptura do art. 1566, I e V do Código Civil. (São deveres de ambos os cônjuges: - fidelidade recíproca; - respeito e consideração mútuos.)

 

 As conseqüências legais desses atos, se a parte ofendida não aceitar o titulo de corno virtual é ate mesmo a dissolução do vinculo conjugal com a separação judicial e reparação por danos morais.

 

 Assim, muito cuidado aos garanhões virtuais, principalmente aos casados, pois esta na lei e esta sendo aplicado dessa forma. Se não quiserem, além de dar um motivo justo para a dissolução do casamento ter de desembolsar uma grana legal para indenizar moralmente quem a ex-esposa, vamos tratando de apagar os logs das conversar e sumir com todas as provas pois, o que a justiça não vê (por meio das provas) o bolso não sente.

Rodrigo Ferreira Maia

Rodrigo Ferreira Maia

Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Goiás; pós-graduado em Direito e Processo Civil no lfg.
Advogado, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, seção Goiás, subseção Inhumas, sob o nº 26193. Atuante na área de Direito Privado (CIVIL, EMPRESARIAL, CONSUMIDOR. Formado pela Universidade Federal de Goiás/Cidade de Goiás no período de 2001/2006, tendo sido insigne militante academico do Centro Acadêmico XI de Maio. SITE: http://maiaadvocacia.blogspot.com/

COMENTÁRIOS

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DIOGO JOBANE
18/07/2006 14:41

Parabens!

Valew Rodrigaum bello texto! Muito bem elaborado e atualissimo!