Publicado em 24/03/2008 09:57

O PT e coligações

Alianças. Maturidade do PT, sua história, sua luta, o poder, as conquistas políticas, sociais e econômicas...

Vejo a elaboração da tese de coligação ou não, atualmene debatida pelo PT, fincada em pontos diversos que se vinculam, estreitando para uma síntese:

Alianças. Maturidade do PT, sua história, sua luta, o poder, as conquistas políticas, sociais e econômicas, o Governo Lula e o futuro. A exposição de todos estes aspectos e circunstâncias traz consigo uma inarredável complexidade, pois, são assuntos do mesmo universo mas que são discernidos. Cada um, com sua própria natureza e relevância. Com seus 28 anos, o PT é partido maduro. Mesmo sendo 15 anos mais novo do que ARENA e MDB, ele chegou mais determinado e conhecendo o caminho a seguir. A Arena foi criada para respaldar, politicamente a Revolução. O MDB, "permitido" para ser o contra ponto sinalizador "democrático" para a observação internacional. Nesse período de 15 anos, o PT não era partido mas comportava como tal, esmerando se politicamente, nos sindicatos, Centros Acadêmicos, Centrais Sindicais, CPGs e grupos de estudos e de ação. Teve, no primeiro momento, o MDB como seu caudatário nas iniciativas populares: Diretas Já, Nova República e outros movimentos de massa. Na hora certa, tornou clara a sua posição como partido político e com programa definido, dando aos seus membros, a responsabilidade de um comportamento radical do ponto de vista ideológico, mas compensado pela cultura partidária, atributos que os demais não tiveram. O MDB que deveria ter, erigiu seu modo de lutar já em cima das tribunas, sob censura, nos palanques intimidados e nos diminutos espaços que a imprensa concedia, em escpadas inteligentes de jornalistas e dos próprios veículos de comunicação, além dos artistas de vários seguimentos.

A meu ver, o poder distancia se dos partidos. Aquele é uma vertende de ineresses que, querendo ou não, agasalham conveniências. Estes, são o leito das esperanças produzidas por estudos, pesquisas e dialética, que alimentam a militância com realidades e sonhos. A distância torna-se maior em função da pouca cultura política, consequência de uma educação que ficou por decadas, atrasada.

Em política, cada eleição é uma lição, e cada etapa, novas decisões visando o bem maior na construção da sociedade. As duas eleições de Fernando Henrique e duas de Lula querem dizer que o povo ainda tem medo de deixar escapar uma situação melhor do que já foi. Ditadura, planos econômicos, inflação e outras profundas dificuldades nesses mais de 40 anos. Agora, quando a sociedade convive novamente com a democracia, ela exige uma atitude além dos partidos. Ela quer estabilidade para apostar melhor no dia-a-dia e no futuro.

Desde que Lula tornou-se Presidente da República já exise uma aliança tácida. Henrique Meireles – Presidente do Banco Central, era do PSDB. Furlan, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, nunca foi filiado ao PT e foi minístro enquanto quis. O primeiro permance e bem. As críticas a ele quase não existem. Está acertando. E Delfin Neto, próximo e conselheiro, à parte do Presidente.O Vice-Presidente, José de Alencar, pertence ao PRB. Hélio Costa e outros, do PMDB, também são ministros. Coligação sempre existiu. Falta é a sua institucionalização.

O marco divisório entre os partidos já é secundário. Claro, cada um tem seus estatuto e sua astúcia partidária, seus filiados e simpatizantes, mas a busca pelo desenvolvimento é uma só, e essa é do povo. Os partidos são o caminho. Deve haver sim o marco divisório das condutas. Nesse particular, o poder econômico é o grande entrave que ainda não permite que grande parte da população vote em quem queira, para eleger também as idéias. Ainda, muitos eleitos o são pelo que têm, não pelo que são. Mas, mesmo paulatinamente, com ajuda de parte da imprensa, do Ministério Público, de Justiça e de outras instituições públicas e não governamentais, está acontecendo um processo de decantação. O povo é o filtro por meio do voto.

A massa crítica aumenta em progressão geométrica com o crescimento das Universidades, Faculdades, Institutos e Fundações por todo o país. De fato, já existe uma composição política no ano Governo Federal. Falta a coligação partidária Isolado ninguém vai a lugar algum. Uma coisa é um partido com sua história, outra, são os elementos que o compõem. O partido que já vem de longe. Seus componentes nem sempre. O povo não distingue bem se horizontalmente os partidos estão coligados. Interessa sim, se verticalmente, o poder está sendo cuidado em cima dos valores éticos, da moralidade, da impessoalidade e da eficiência, tendo como coroamento a transparência Quem assim não age, vai ficando à margem do processo. É sgnificativo estabelecer o eixo emissário para a estabilidade política, segurança institucional e desenvolvimento econômico com sensibilidade social. Na esteira do merecimento do povo, também o legislativo vai procurando o seu aperfeiçoamento ético, deixando de lado os debates inócuos para o encontro direto, sem rodeios, com aquilo que convém à nação. Não há mais espaço para devaneios. O tempo requer decisões inteligentes e urgentes, sem fantasia. O egocentrismo está fora de moda. O povo não quer ser somente platéia. Quer ser ator em cenas objetivas e de efeitos moralizadores e de satisfação social. Passou a hora de político buscar na prateleira dos subterfúgios, os discursos do momento, isto é, uma frase que se encaixa a cada situação. Não é mais confortável para a sociedade a fala insípida e que não encontram eco nas reflexões populares.

O que não se deve, é confundir aliança com sujeição ou submissão, ou que um partido seja maior ou melhor do que o outro. A partir de um enendimento, de igual para igual, vale a sublimação com fundamento nas virtudes pessoais e coletivas. Coligação sim pelas condutas e não somente pelas siglas. Goiânia e Goiás podem ser o terreno para o lançamento da semente da maturidade política. Com seriedade paralela à humildade, tudo é possível em direção a tornar mais nobres e elevados os propósitos dos homens públicos.

É natural que a antitese venha. Nem sempre as teses são aceitas pacificamente. Na discussão democrática, há espaço para todos os pontos de vista, o que enaltece a contenda das idéias e evidencia a luz das concepções partidárias.

Irondes de Morais

Irondes de Morais

Graduação: Direito pela UFG Pós-Graduação - Especialização em: Direito Agrário pela UFG Política e Estratégia pela UCG/ADESG Direito Tributário - convênio UCG/IGDT
Reforma Tributária: Uma medida Urgente e Necessária;Conteúdo Jurídico do Princípio da igualdade;Elisão Tributária;Ação Civil Pública em Matéria Tributária;Efeito Social da Terra

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