Publicado em 27/07/2007 15:57

Poesia - Convenção das desgraças

poesia - convenção das desgraças

insiste

entre a tarde e o seio pânico

teu ódio por minhas unhas fétidas e curiosas de teus pêlos

intrusos e amantes na espreita

do verso

 

sonho

com os olhos assustadoramente abertos

olhos caolhos

 

feito argos de agonia

que canta e alcança sem encanto tua cerne de utopia

teus defeitos perfeitos na festa das vacas felizes

pasto novo

pasto novo

bosta nova

bosta nova

bossa nova

 

adverte: é seleta e suja minha canção

suga como sugam as putas nas esquinas

prazer

meu nome é verso

que masturba a loucura de um poeta são

 

canção tosca

burra que choca desde a cloaca da galinha

até a bosta de bush 

baixa abaixa tua faixa de Escandinávia

tua marca adesiva

teu zero oitocentos 

canção que não canta

água nem mágoa

nem coca nem cola nem preto nem bra

zilda, a cretina, que não sai da minha poesia

canção que é sem chama sem abade sem cássia

sem brasa

e navalha

canção que não anda

insiste

 

(dobro uma esquina

duas meninas de belas vaginas

imploram três versos da minha poesia

meto-lhes quatro)

 

louco de uma cólera vadia

e vendida e rouco e frouxo

me guio no desespero e na dor do verso

também

rezo e tropeço na tua tpm gritante 

antes de ser

antes de pensar nessa vodca poesia

insisto no vermelho das horas e seus dentes de alumínio

 

me visto revisto insisto

e inferno

numa meta

linguagem moderna

me quero e te desejo te desejo e não te quero

no mesmo compasso infernal

do laço que faço que alço tão falso

e vejo-te o sal

da vida jogado no ralo entre os pentelhos que denunciam um banho agorapouco

ou na privada pública de um banheiro agoranunca

de um deserto

de um banheiro

de certo

poesia 

 

insisto

nesse ínvio envio filho da puta

que solfejo poética

sexo sem nexo com a palavra

amarga

sexo sem nexo com a palavra

enxada

 

para arremessar a distância de tudo e de todos

na mesma merda esfumaçada ada amada desamada

liberta em Hiroshima

aberta em Nagazaki

guardo e árduo uma bomba na epiderme

nas fezes

nas fases

frescas de poeta metido e profeta

sete sete sete

toda desgraça transborda poesia

vida também

seis seis seis

 

e sempre quando minto que não sinto tua ausência

meu pinto me desmente

frente a vagina gozosa e gasosa

da vida poesia errante infame de traças verdes

 

obri

gado pai filho

e

so

bra

e

som

bra

 

poesia:

aquela coisa que fica entre o amém e o anéim

Renan Alves Melo

Renan Alves Melo

Aluno do Curso Superior de Publicidade e Propaganda da Universidade Católica de Goiás.
Vencedor de 37 prêmios literários e artísticos na SACEM; Primeiro colocado no prêmio Kelps de poesia falada do ano de 2005; Finalista prêmio SESC de literatura 2006; Primeiro colocado no concurso asas da literatura GREMI; Terceiro colocado no Prêmio Sesi Arte e Criatividade; Segundo Colocado no Prêmio Nacional FAP/FADAP de poesia. Possui um total de 62 prêmios (entre literários e artísticos). Brevemente seu primeiro livro de poesia "Noctâmbulos" será lançado, já que o mesmo foi aprovado pela Lei Goyazes 2007.

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Lista de Comentários

André Luis
21/08/2007 14:53

Blargh pra vc

Eu discordo totalmente do meu companheiro de curso, se é que assim posso considerá-lo... o poema é bom, criativo, original e repleto de elementos do modernismo, escola literária essa, desinformado estudante, que tinha por objetivo justamente o que aqui é mostrado, ou seja, a ruptura com tudo que vinha sendo feito... a criação através da desconstrução (veja bem, DESCONSTRUÇÃO é diferente de destruição)... achei o poema criativo, bem elaborado e condizente com o que vivemos e com a realidade (suponho eu) do próprio autor... Pra saber mais, vá atrás da literatura do final do século XIX e início do século XX, procure informar-se sobre como essa escola foi inserida no Brasil, sobre a Semana de Arte Moderna de 1922... enfim, os nomes que vc citou são importantes, mas vc o fez como se os jogasse simplesmente no assunto, tentando demonstrar de certa forma que possui um Q.I. acima de um dígito... Do modernismo, sinto fascínio por Mário de Sá Carneiro, apesar de enfocar meus estudos e apreciar mais as suas novelas do que seus poemas... além, é claro, o senhor Fernando Antônio Nogueira Pessoa, esse pra mim um gênio da literatura portuguesa.. No Brasil, gosto do Drummond e do Graciliano Ramos, apesar de ainda não ter entrado a fundo no estudo de nenhum dos dois... mas é algo que pretendo... vc deveria fazer o mesmo, companheiro... sua crítica é patética, sem fundamentos... em momentos assim agradeço por ser em Inhumas a minha faculdade... eu não conseguiria estudar com alguém por quatro anos com uma opinião tão vazia e sem fundamentos...
letras - Anápolis
20/08/2007 22:47

é pra rir

Arnaldo Antunes? Goiano Edmar Guimarães? boas risadas vc me rende... estou falando de modernismo Virginia Woolf James Joyce Erza Pound Wallace Stevens Guillaume Apollinaire Joseph Conrad Marcel Proust Gertrude Stein ...meu pinto me desmente frente a vagina gozosa e gasosa... nunca li algo tao vulgar, pretencioso e sem propósito fico por aqui com minha literatura adolescente, vc fica com sua luta pra passar no vestibular, quem sabe nao nos cruzamos nos cursinhos da vida e eu te dou uma aula de como passar no vestibular.
Respostas ao Letras - Anápolis
17/08/2007 17:24

!

Caro Letras - Anápolis, acho que deves ler mais sobre a literatura contemporânea, que mistura características de todas as escolas passadas, mostrando a confusão do homem atual e a busca por uma direção. Bom, não vou dar aula de literatura, esse papel é seu. Pondere seu vocabulário e leia mais poesia, Ferreira Gullar, Arnaldo Antunes, leia todos, pois tenho certeza que não costuma se dar a essa tarefa. Interprete também, inclusive leia o goiano Edmar Guimarães e se ainda acha que a poesia modernista não tem mais espaço, leia Hilda Hist, você não deve conhecê-la, mas é um dos primeiros passos para se entender de poesia boa. Cansado de digitar, com muito o que dizer mas sem mais tempo para gastar contigo, fico por aqui. Grande abraço a você, meu amigo adolescente literário.
História
14/08/2007 20:48

é

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk agora as faculdades falam!!!! btf em ti rapaz, sem mais, de boa... muito legal seu verso
Letras - Anápolis
14/08/2007 12:14

Blargh.

Altamente adolescente, tanto na linguagem quanto no conteúdo. Fazer uso de palavras vulgares já nao tem tanto efeito em poesia. Não vivemos mais o modernismo. Isso acabou. No momento, o país não pertence a nenhuma escola literária, portanto, a poesia é ultrapassada, adolescente e sem nexo. Fazer jogos de palavras assim é coisa do parnasianismo, ou seja, vc conseguiu ser, em um único poema, modernista, parnasião, tudo dentro de um tema adolescente. A culpa disso é dos professores, que enaltecem coisas assim. Com um poema desses, é fácil ganhar concursos na escola, onde se concorre com a menina do primeiro ano que canta Kelly Key, mas na vida real nao. Nao há nexo em nada do que li, vc misturou fatos históricos e importantes dentro de uma linguagem da malhação. Tudo bem que ganhou muitos premios, mas tá longe de ser algo produtivo o que está escrito aí.
...
04/08/2007 14:42

...

Massa!
Joana Prado
04/08/2007 14:41

UI

T hein Renan
Juliana
04/08/2007 14:39

...

Affz!
Leandro Nascimento Camargo
03/08/2007 08:46

aff

ridiculo, isso nao é poesia, é um monte de pornografia de quem nao tem o que fazer... vai pro banheiro aliviar essa inspiração pornográfica... aff aff aff aff