Publicado em 17/12/2007 09:39

Quando o assunto é sério...

Na intensa discussão em torno da CPMF os argumentos superficiais ou inócuos foram dando lugar aos recursos...

Na intensa discussão em torno da CPMF - Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira, os argumentos superficiais ou inócuos foram dando lugar aos recursos e dialética mais profundos, portanto, muito mais interessantes.

Aliás, os recursos verbais o foram com fundamentos na dialética, pois, as posições e contra posições foram aprimorando o diálogo, e as contradições das primeiras idéias fizeram nascer outras tanto técnicas quanto políticas, num nível que requereu maiores cuidados. Os Senadores, notadamente os líderes de bancadas, tecnicamente, buscaram informações, as mais diversas para convencerem aos seus colegas e à sociedade, por meio de teses, afirmações ou negativas que não poderiam ser simplesmente pela emoção ou pelos naturais arroubos.

Na esteira dos debates, muitos buscaram afirmação naqueles que por lá passaram e deixaram seus nomes gravados nos anais da Casa e na consciência nacional. Por vezes, uns espelhavam em Rui Barbosa, Mário Covas, Petrônio Portela, Teotônio Vilela, Tancredo Neves e Ulisses Guimarães (embora este não foi Senador), mas Presidente da constituinte de 1988, na condição de Deputado Federal.

O que aqui saliento, é a busca de consubstanciação dos argumentos procurando o aval histórico de quem já está no oriente eterno. Por um lado, é bom, haja vista que os atuais Senadores não citam aqueles nomes em vão porque o fazem nos momentos de maior tensão e em busca de uma decisão de grande peso para o país. Por outro lado, não tão bom, na medida em que esses legisladores, raramente, sustentam por si só, uma tese de tamanha importância. Resta saber, assim, se no futuro os atuais serão lembrados como o são aqueles que já se foram. Para esse mister muito se tem a fazer, considerando que atualmente o comportamento ético de alguns tem contaminado a todos. Algum inocente, se é que existe, está pagando por pecadores e alguns pecadores querem ser vistos e tidos como inocentes. Para separar o joio do trigo, só a imprensa e a sociedade. O tempo nos detalhará essa história, pois cada eleição é uma lição que o povo dá, cuja cartilha é a sensatez, quando a seriedade pública poderá estar exposta na lousa da existência. O aprimoramento político que pouco contribui de cima para baixo, já sente uma estrondosa onda ética de baixo para cima, e que está nascendo nas empresas, instituições não governamentais e escolas de todos os níveis. Quem quiser perceber esta onda, é só descer da tribuna do orgulho e ter a consciência que o poder só é forte quando tem a humildade como companheira.

Irondes de Morais

Irondes de Morais

Graduação: Direito pela UFG Pós-Graduação - Especialização em: Direito Agrário pela UFG Política e Estratégia pela UCG/ADESG Direito Tributário - convênio UCG/IGDT
Reforma Tributária: Uma medida Urgente e Necessária;Conteúdo Jurídico do Princípio da igualdade;Elisão Tributária;Ação Civil Pública em Matéria Tributária;Efeito Social da Terra

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