Publicado em 09/10/2007 16:59

Queda no índice populacional

O Censo do IBGE apontou queda no índice populacional de Inhumas.

Os resultados preliminares da contagem da população de Inhumas divulgados recentemente pelo IBGE apontam para a redução do número de habitantes do Município. O censo 2007 apurou que o Município tem uma população de 44.900 habitantes, enquanto o censo 2000 revelou 43.897 habitantes, ou seja, praticamente nenhuma alteração em sete anos. É de se estranhar este resultado, notadamente quando observamos o surgimento de vários bairros nos últimos anos, o crescimento do comércio, inclusive com a chegada de lojas de expressiva importância. Dizem que contra fatos não há argumentos, mas visualmente a impressão que se tem é a de um relativo crescimento populacional, principalmente se observarmos que a taxa de crescimento populacional ao ano no período 1991 a 2000 é de 1,57, isto representa um crescimento de 724 pessoas por ano. Assim sendo, multiplicando este resultado por sete anos, temos 5.068 pessoas a mais, o que equivale a quase 49.000 habitantes para 2007. Obviamente o trabalho do IBGE é sério e digno de respeito, e caso se confirme o resultado apresentado, poderemos atestar mais uma vez a tese de que a população de Inhumas, em especial a população jovem, deixou o Município por razões de falta de oferta de emprego suficiente. Claro que outros fatores também podem ter contribuído para isto, como a necessidade de formação superior em outras regiões, ou mesmo a busca de melhor renda em outros países, mas fundamentalmente acredito que seja a busca de emprego na capital. Isto aconteceu comigo em 1995, em que, após oito meses desempregado, não foi possível mais permanecer em Inhumas. As conseqüências deste resultado do número de habitantes provocam uma redução da receita do Município na forma de diminuição do repasse do Fundo de Participação dos Municípios - FPM, no comportamento do comércio e serviços, na redução do consumo das famílias e, por conseguinte, na menor arrecadação de impostos municipais, estaduais e federais. É importante frisar que este cenário está mudando em razão de novos empreendimentos surgidos a partir de 2006, como a CEFET e a FACMAIS, e alguns que estão se instalando como o frigorífico do grupo Cotril e o pólo fabril. O poder público voltou a assumir seu papel de indutor do crescimento de Inhumas, em especial na atual gestão do prefeito Abelardo Filho, e talvez tenhamos um resultado diferente no índice populacional no próximo censo demográfico.

Welington Rodrigues

Welington Rodrigues

Economia, pós-graduando MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC.
Diretor da Project Consultoria Especialziada, autor do livro "Por que Inhumas é assim?".

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Lista de Comentários

Welington Rodrigues
23/10/2007 17:34

Agradecimento

Olá Geize, muito obrigado a vc. e sua família. Ajude aí a divulgar o livro para que mais pessoas possam comprá-lo. Um abraço a todos!
geize
23/10/2007 11:09

Os Parabéns da família.

Oi welington, quero te parabenizar pelo seu livro que lemos e adoramos que realmente e um ótimo trabalho.Parabéns.
Welington Rodrigues
15/10/2007 12:24

Final

Encerrei meu artigo com a expressão talvez por que temos que acreditar que o cenário do emprego em Inhumas possa mudar a partir destes novos empreendimentos e com o apoio do setor público municipal, sem esperar nada do governo estadual. Assim, nossa população possa voltar a crescer. Augusto, sugiro que vc. leia meu livro Por que Inhumas é assim? para melhor compreensão de nosso município.
Welington Rodrigues
15/10/2007 12:15

Retorno II

Quanto às reformas paralisadas no congresso, o financiamento público de campanha e o fim da reeleição, não acredito que saiam do papel nos próximos 02 anos, pois não interessa à oligarquia que manda neste País. Esta mesma oligarquia é comandada pelos compradores de votos eleitos, e isto fragiliza o poder de pressão social e dos sindicatos. O Lula esteve em Inhumas e o povo foi somente para vê-lo, ninguém para manisfestar. A sociedade não pressiona porque na hora de cobrar pelo voto as pessoas se vendem. Batem palma para o deputado mas não reclamam, exigem estradas boas, mas sonegam impostos.
Welington Rodrigues
15/10/2007 12:05

Retorno

Augustos, vamos analisar os fatos sem paixões políticas: sobre o artigo Prefeito do Centro? os problemas citados foram resolvidos e a administração municipal passou a atender as demandas dos bairros periféricos, até onde eu sei. Cumprí minha função social e poucos me agradeceram. OK! Sobre sua crítica, os empreendimentos que aconteceram em Inhumas nos últimos 02 anos não foram induzidos pela atual administração, exceto no pólo fabril em gestação, e o meu aritgo não afirma isto. A FACMAIS e o frigoríco Cotril foram projetados pela sua viabilidade econômica, e a CEFET por pressão da sociedade. Mas não podemos negar que aconteceram na atual gestão, e o Abelardo enquanto gestor, poderia barrar estes projetos, como aconteceu no passado.
Augustus Mendonça Villasboas
12/10/2007 16:53

EQUIVOCO

Caríssimo Welington, clareza e objtividade notiriamente não lhe faltam. Contudo, depois da leitura do presente artigo sou obrigado a lhe perguntar: onde está, para onde foi o Welington que escreveu o Prefeito do Centro ? E o equivoco fica por conta do fato de que algo, não sei bem o que, causou-lhe uma miopia. Por mais que você levante argumentos técnicos, não posso engolir essa de que a gestão Abelardo Vaz é um dos fatores para o crescimento da cidade. Não que essa mesma gestão não possua algum mérito. Entretanto, é preciso dizer que tudo o que vem acontecendo em Inhumas e para o progresso de Inhumas é de única responsabilidade de seu povo, de seu comércio, como você acertadamente aponta e de seus segmentos sociais, fundamentalmente aqueles desvinculados da política partidária. E ai, meu caro, independe de qual partido ou qual nome esteja à frente da prefeitura, as empresas se estabelecerão ou abrirão falência, conforme seus momentos e interesses... feito a ocorrência do GREMI no último ano da administração José Essado. Houve até quem quis associar o suposto retorno do GREMI com a administração José Essado. Mas, até para o bem de si mesmo, nem o prefeito da época admitiu tal associação. Enfim, a política partidária precisa mudar. E não só a política partidária de Inhumas. Pergunto-lhe, porque não acontecem as reformas? Por exemplo, porque, ao invés de acabarem com a reeleição, não determinam logo o financiamento público? Indubitavelmente esse sistema iria igualar os candidatos naquilo que mais pesa para a eleição de um candidato hoje: DINHEIRO. Mas, enquanto isso, é aquela velha máxima: quem tem olhos de ouvir que perceba o que de fato está acontecendo.