Publicado em 25/11/2007 19:25

Será Que Sonhamos Demais?

Nada melhor que lançar um olhar crítico sobre Goiabeiras.

Será que Sonhamos Demais?

Há alguns anos, me dedico a analisar contextos, personalidades e situações para desta observação apurar meus pensamentos. Deste exercício crítico é que surgem os vários artigos que componho. Certamente, eles não são mais que uma dúzia, já que são feitos quando necessários e não visando a quantidade literária. Daí, a justificativa àqueles que há tempos não viam um escrito meu.

Mas, nada melhor que sair de cena para lançar um olhar com mais propriedades sobre a nossa querida Goiabeiras.

Segundo o Prof. Ms. Marcelo Campos (USP), todos somos um texto-vivo, o qual a todo momento lê o mundo a sua volta ao mesmo tempo em que igualmente está sendo lido. Desta forma, assumo o risco de expor mais uma vez a face visando ser compreendido ou não.

Entretanto, antes mesmo que isto aconteça, desde já apresento a mensagem central deste relato. Refiro-me a duas questões que varias vezes alardearam o pensamento, mas que em nome do bom senso procurei esperar com paciência oriental, digo, corri atrás para ver no que resultava.

A primeira questão se refere às inúmeras tentativas de conseguir patrocínio para publicação de pesquisa (sobre a História de Inhumas) destinada à rede municipal de ensino, cujo trabalho data de 2003. Esta pesquisa no máximo tem se transformado em reduzidas cópias de encadernamento localizadas nos arquivos da Biblioteca Municipal Nadir Arataque.

Foram três anos a finco na dedicação de conseguir tal objetivo, pois até o presente momento, tudo fora em vão.

Até que um dia, um internauta meu gozador, me fez um questionamento que teve algum sentido: ...o que os intelectuais estão fazendo pela nossa cidade?

Nesse momento, não vi o problema de forma plural, mas, percebi que, particularmente, a acidez desta critica me cobrava certa atitude para além de meu esforço habitual. Daí passei também a questionar a razão principal do trabalho que realizei.

Esse tiro, porém, não saiu pela culatra, simplesmente porque veio na hora certa: contribuiu para que me pusesse no lugar de quem me observava, pois, só sob este ângulo é que pude concluir que entre o sonho, o trabalho pesquisado e a crua realidade, esta última se impunha fazendo larga sombra aos demais.

A segunda questão, diz respeito à relevante associação de historiadores, geógrafos e escritores (gente boa da ALCAI que levanta a bandeira da cultura): o Instituto Histórico e Geográfico de Inhumas - o IHGI, do qual faço parte. Este instituto foi um sonho que virou realidade, embora só de falar em sonho fico receoso... será que a difícil realidade também se faria sobre ele? tirem suas próprias conclusões ao final deste texto.

Começou então o IHGI com o pé direito: realizando o I ENFOLP, do qual pude contribuir em 2006. Este órgão, por sua vez, tem como único e forte pilar a figura de seu incansável presidente - Professor Gleidson, colega de academia dos tempos de UFG.

E qual a relação da intervenção feita a mim pelo internauta e o IHGI? Ela é direta, pois, só então pude compreender o seguinte fato: se agora aquele chato internauta que me apurrinhou com perguntas incomodas me fizesse aquele mesmo questionamento referindo-se ao instituto, novamente não teria como respondê-lo à altura, esse é o grande problema.

Desta forma, advêm a pergunta-título deste artigo e que revela esta preocupação sobre o que estamos fazendo efetivamente pela cultura histórica de nossa cidade: será que sonhamos alto demais?. E como disse a poeta Cora Coralina, só o tempo passará tudo a limpo, dizendo-o ou não porque os internautas estão aí para mandar seu recado, cumprindo ao menos alguma função social que lhe cabe: atormentar este intelectual que vos fala.

Luciano Silva Roriz

Luciano Silva Roriz

Graduado em História em 2000 pela Universidade Federal de Goiás. Especialista em História de Goiás pela UFG 2003/2004.
Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Inhumas. Professor na rede municipal de ensino. Realizou trabalhos relacionados a história de Inhumas "Sob as Bençãos da Padroeira 1850-1910".

COMENTÁRIOS

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Lista de Comentários

Cayo
25/07/2008 14:04

Parabéns Luciano!!

Mts felicidades pra vc!!Não desista d seus sonhos,msm q alguns não t apoiem!!Seus amigos estão e sempre estarão do seu lado!!
leoanardo
09/02/2008 15:10

Parabéns

Parabéns pelos seus trabalhos. Você continua com a mesma genialidade de sempre.
Alister
11/12/2007 20:09

....

intelectuais, poder, sonhos? Aliás, quem vocÊ disse ser gente boa? Não ficou claro o que é isso de cultura histórica e nem de que história estamos a falar ou de que ponto de vista. Instituições em rincões como o seu podem pura e simplesmente, em nome da verba que lhes cabe, se tornarem simples lambões aduladores. Talvez aí meu caro amigo resida a razão de sua pesquisa não ter apoio do governo, o que você escreve não interessou muito...tente algo que supra a vontade de poder ( termo nietzschiano) e, consequentemente, da vaidade dos que lhes fecham a porta. Ah, aó para corrigir, Inhumas não tem intelectual vivo.
?
07/12/2007 12:15

?

...atormentar este intelectual que vos fala. PARA BOM ENTENDEDOR, MEIA PALAVRA BASTA.
eliane
01/12/2007 17:38

oi

oi luciano fiquei muito feliz por sb q vc se formou