Publicado em 06/06/2006 00:30

SPAM

Mais um conteúdo bastante interessante sobre os e-mails não solicitados. Clique e confira!

O que é spam?

Spam é o termo usado para referir-se aos e-mails não solicitados, que geralmente são enviados para um grande número de pessoas. Quando o conteúdo é exclusivamente comercial, esse tipo de mensagem é chamada de UCE (do inglês Unsolicited Commercial E-mail). Sabemos que a verdadeira função do SPAM está bem longe de ser estritamente comercial.

Motivadores de envio de spam

A Internet causou grande impacto na vida das pessoas, tornando-se um veículo de comunicação importante, evoluindo para revolucionar a maneira de fazer negócios e buscar e disponibilizar informações. Ela viabiliza a realidade da globalização nas diversas áreas da economia e do conhecimento. Por outro lado, esse canal acabou absorvendo diversas práticas, boas e ruins.

O spam é uma das práticas ruins. Ele ficou famoso ao ser considerado um tormento para os usuários de e-mail, impactando na produtividade de funcionários e degradando o desempenho de sistemas e redes. No entanto, poucos se lembram de que já enfrentaram algo semelhante, antes de utilizar o e-mail como ferramenta de comunicação.

As cartas de correntes para obtenção de dinheiro fácil, encontradas nas caixas de correio, as dezenas de panfletos recebidos nas esquinas e as ligações telefônicas oferecendo produtos são os precursores do spam. A principal diferença, extremamente relevante, é o fato de que para enviar cartas ou panfletos e ligar para nossas casas, o remetente tinha de fazer algum investimento. Este muitas vezes inviabilizava o envio de material de propaganda em grande escala.

Com o surgimento e a popularização da Internet e, conseqüentemente, do uso do e-mail, aquele remetente das cartas de corrente ou propagandas obteve a oportunidade e a facilidade de atingir um número muito maior de destinatários. Tudo isso com a vantagem de investir muito pouco ou nada para alcançar os mesmos objetivos em uma escala muito maior. Por essa razão, esse é um dos maiores motivadores para o envio de spam.

Desde o primeiro spam registrado e batizado como tal, em 1994, essa prática tem evoluído, acompanhando o desenvolvimento da Internet e de novas aplicações e tecnologias. Atualmente, o spam está associado a ataques à segurança da Internet e do usuário, propagando vírus e golpes. Tão preocupante quanto o aumento desenfreado do volume de spam na rede, é a sua natureza e seus objetivos.

O spam ganhou popularidade, é tema tratado em vários sites e protagonista de notícias na imprensa, muitas vezes abordando mecanismos de prevenção ou defesa. O combate ao spam e o desenvolvimento de mecanismos de prevenção e proteção tornaram-se serviços de destaque oferecidos por provedores de acesso e empresas fabricantes de software/hardware.

Toda essa movimentação em torno do tema fez com que surgissem diferentes fontes de informação e muitas controvérsias a respeito do spam. Não é por acaso que tornou-se um assunto quase sempre acompanhado de polêmicas.

Problemas causados por spams:

O spam pode afetar os usuários do serviço de correio eletrônico de diversas formas. Alguns exemplos a seguir mostram como a produtividade, a segurança, entre outros, podem ser ameaçadas.

Não recebimento de e-mails: Boa parte dos provedores de Internet limita o tamanho da caixa postal dos usuários para evitar a sobrecarga dos computadores servidores de e-mail. Caso o número de spams recebidos seja grande, ele corre o risco de ter sua caixa postal lotada com mensagens não solicitadas. Se isto ocorrer, passará a não receber e-mails e, até que possa liberar espaço em sua caixa postal, todas as mensagens recebidas serão devolvidas ao remetente. Outro problema é quando o usuário deixa de receber e-mails nos casos em que regras anti-spam ineficientes são utilizadas, por exemplo, classificando como spam mensagens legítimas.

Gasto desnecessário de tempo: Para cada spam recebido, o usuário necessita gastar um determinado tempo para ler, identificar o e-mail como spam e removê-lo da caixa postal. É gasto um maior tempo apagando e-mails inúteis do que lendo os úteis. É provado cientificamente que as pessoas gastam pelo menos os primeiros 180 minutos do seu horário de trabalho com e-mails.

Aumento de custos: Independente do tipo de acesso à Internet utilizado, quem paga a conta pelo envio do spam é quem o recebe. Por exemplo, para um usuário que utiliza acesso discado à Internet, cada spam representa alguns segundos a mais de ligação que ele estará pagando.

Perda de produtividade: Para quem usa o e-mail como ferramenta de trabalho, o recebimento de spams aumenta o tempo dedicado à tarefa de leitura de e-mails, além de existir a chance de mensagens importantes não serem lidas, serem apagadas por engano ou lidas com atraso.

Conteúdo impróprio ou ofensivo: Como a maior parte dos spams é enviada para conjuntos aleatórios de endereços de e-mail, é bem provável que o usuário receba um grande número de mensagens com conteúdo que julgue impróprio ou ofensivo.

Prejuízos financeiros causados por fraude: O spam tem sido amplamente utilizado como veículo para disseminar esquemas fraudulentos, que tentam induzir o usuário a acessar páginas clonadas de instituições financeiras ou a instalar programas maliciosos, projetados para furtar dados pessoais e financeiros. Esse tipo de spam é conhecido como phishing/scam. O usuário pode sofrer grandes prejuízos financeiros, caso forneça as informações ou execute as instruções solicitadas nesse tipo de mensagem fraudulenta. Para mais informações sobre este tópico, veja o meu último artigo lançado neste portal.

Este artigo possui sua origem no site www.antispam.br e sofreu alguns acréscimos por parte deste colunista que se dedica a informar a comunidade inhumense de internautas.

E mais uma vez conto com o apoio de vocês, leitores. Qualquer dúvida, crítica ou sugestão de artigo para esta coluna, envie um e-mail (que não seja SPAM, hehehe) para mim!

 

Um forte abraço e até o próximo artigo.

Jerônimo Martins

Jerônimo Martins

MBA Gestão de Tecnologia da Informação - Fac. ALFA; Especialista em Redes de Computadores - PUC Goiás; Graduado em Ciência da Computação - Fac. Objetivo.
Administrador de Infra-estrutura de TI do SESC Goiás.

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