Publicado em 23/03/2011 13:02

Tsunami

A catástrofe que vitimou o Japão

Quando da visualização das imagens transmitidas pelas emissoras de TVs, sobreveio a primeira vista, enorme susto, o que na verdade mais parecia-se com cenas de filmes hollywoodianos, entretanto, era pura realidade, da força da natureza, de uma ação incontrolável e incombatível, que ora ou outra aconteceria. Isso mesmo, aconteceria.

O Japão na verdade é uma ilha, envolta pelo oceano Pacífico, que não obstante a coroa marítima que o circunda, encontra-se localizado no encontro de três placas ‘’Tectônicas” ( aquelas que se formaram dando origem a superfície terrestre, que estão sujeitas a movimentações e deslocamentos, dando origem aos tremores), o que faz com aquele território seja demasiadamente exposto a eventos desta natureza.

No terremoto que redundou a “grande onde marítima”, cabe informar que o tremor se deu a uma profundidade de aproximadamente 25 km da superfície marítima, a mais de 100 km da costa japonesa, criando uma seqüência de ondas gigantes, que assolaram o nordeste japonês.

O país mais bem preparado e estruturado à lidar com tremores de terras é sem duvidas o Japão. Lá, sabe-se que haverá tremor e “Tsunami”, não se sabe o dia, mas que haverá isto é certeza, tanto que, desde os primeiros ensinamentos escolares, treinamentos de evasão e segurança são realizados periodicamente, já prevendo situação de catástrofe.

O que pesa favorável à população japonesa na lide com tragédias como a ocorrida, é o senso e capacidade de reabilitação e reação, não ignoram os fatos ocorridos, mas não choram pelo leite derramado a vida toda.

Em breve comparativo com meados do ultimo século, em 1945 o Japão foi praticamente dizimado, saindo derrotado da segunda guerra mundial, que teve seu ápice com o lançamento de ogivas nucleares pelas forças armadas americanas, nas cidades de Hiroshima e Nagasaki.

Após o final da grande guerra, adveio sobre o país nipônico um período sombrio, de dificuldades infindáveis ao seu povo, o que gerou considerável êxodo da população japonesa, rumo a outros países, entre eles o Brasil.

Para surpresa mundial, em pouco mais de 30 anos, o Japão, que acabara de sair derrotado e aniquilado de uma guerra, ascendeu no inicio da década e 80 como a segunda economia mundial, titulo que perdurou até este ano, sendo superado pela China.

Importante ainda mencionar, que o território japonês é por demais acidentado, e pouco maior do que o estado de Goiás, no qual convivem aproximadamente 125 milhões de habitantes.

Sabe-se que a reconstrução das áreas afetadas pelo terremoto e ondas gigantes não será fácil, exigirá por demais, superação e investimentos, mas não tenhamos duvidas, o império japonês se reerguerá brevemente. A afirmação que ora se faz, é baseada, sobretudo, na disciplina daquele povo, que observam na adversidade, o poder de reação, superação e compromisso com a pátria.

À nós, a esperança de que a paz e alegria volte aos lares destruídos, e que o Japão retorne a normalidade o mais breve possível, com as graças de Deus.

Dioji Ikeda

Dioji Ikeda

Advogado, Graduado em Direito pela UNIP, Especializado em Direito de Familia. Pós-Graduado em Docencia Universitaria pela UEG.
Juiz Arbitro da 1ª Corte de Conciliaçao e Arbitragem de inhumas Vice-Presidente da Associaçao Goiana dos Advogados-Seçao Inhumas. Professor Universitario

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