Publicado em 01/11/2007 08:27

Ufanismo em exagero

Os brasileiros que foram a Zurique precisam saber se comportar diante do feliz resultado

Os brasileiros que foram a Zurique, liderados pelo Presidente Lula, precisam, cada um, ao nível de sua representatividade e conseqüente responsabilidade, saber se comportar diante do feliz resultado. Essa conquista não é de hoje. Ela vem pelo tempo sublimada por atores de diversas áreas de atividades: desde os atletas que participara de todas as copas, refletindo em dirigentes, veículos de comunicação, comunicadores, patrocinadores, torcedores, sucessivos Presidentes da República e a população. O apogeu é agora, claro, mas não se pode entender que nesta construção só existe a simples cobertura do otimismo de momento. Nela existem também os alicerces de nossa história política esportiva. Um exemplo particular de Goiás, foi visão de futuro que teve o ex-Governador Leonino Caiado ao construir o Estádio Serra Dourada, inaugurado em março de 1975. O Governador Leonino foi muito criticado, tanto pala construção do Estádio quanto pela construção do Autódromo.

No entanto são as duas obras que dão maior visibilidade para Goiás no contexto esportivo nacional e internacional. No que concerne ao Serra Dourada, com capacidade para mais de 50 mil torcedores, já resistiu  presença de 78 mil em 1978, quando a seleção goiana jogou contra a seleção brasileira. É assim que cada estado concorrente tem sua história de ousadia. Goiás, pelo dirigente da época, teve esse alcance. O Serra Dourada é o sétimo melhor estádio do País. Por isso, a perspectiva de nosso estado sediar também, jogos das Seleções em 2014.

Voltando para os dias de hoje, primeiro é preciso reconhecer o passado, em outros momentos, dar uma equilibrada madura diante da conquista. Não fica bem o Presidente Lula comparar ou humilhar a Argentina neste momento. Ele é Presidente, portanto, representando a nação, não deve descer a detalhes de concorrência esportiva, sendo que sua responsabilidade é amplamente maior do que o futebol. Uma brincadeira desta fere orgulho de nossos vizinhos e pode ter uma repercussão de dificuldade de relacionamento em outras áreas, notadamente a econômica. Há poucos dias esteve aqui no Brasil a então candidata a presidente e hoje Presidente eleita da Argentina - Cristina Kishner, dando destaque à convivência político-administrativa entre o País dela e o nosso, tendo como vértice o Mercosul. Mesmo que a brincadeira não traga mal maior, é no mínimo descortesia.

Outra questão é saber que Ricardo Teixeira, há dois anos já cuidar de perpetuar sua presidência até a copa de 2014, condicionando-a à conquista do evento para o Brasil. Ora, não é porque seja uma Presidência de Confederação que o cidadão use de alquimias para ficar no cargo infinitamente. Por quê? Seu argumento é a questão da solução de continuidade. Estaria então dizendo que só ele poderia realizar a copa. Nada disso! E se uma fatalidade o levasse para a eternidade? Acabaria a Copa do Mundo no Brasil? É um apego doentio que não faz bem a ninguém e dá um chute na canela da Democracia. Aí, p´ra fica "melhor" ainda, vem o Presidente Lula para comparar sua idade com relação às copas passadas e à futura, particularizando a conquista da nação para sua pessoa. Se houvesse uma copa exclusiva para os narcisitas do mundo, Ricardo Teixeira e Lula disputariam bem. Eles não conseguem dar uma contribuição pública sem que coloquem o egocentrismo em pauta.

A Alemanha e França têm dado a conotação que Franz Beckenbauer Bauer e Michel Platini merecem. Por que então Ricardo Teixeira não dá a mesma importância a Pelé que é o Rei do futebol no mundo? O Presidente da CBF não tem o direito de tirar o mérito que Pelé tem diante do mundo, só por uma questão pessoal. Mesmo que Pelé  fale muito, mas é o rei do futebol. Essa vaidade descabida e egocêntrica não cabe bem para um país que apresenta um ótimo perfil em sua cultura e nas tradições.

Irondes de Morais

Irondes de Morais

Graduação: Direito pela UFG Pós-Graduação - Especialização em: Direito Agrário pela UFG Política e Estratégia pela UCG/ADESG Direito Tributário - convênio UCG/IGDT
Reforma Tributária: Uma medida Urgente e Necessária;Conteúdo Jurídico do Princípio da igualdade;Elisão Tributária;Ação Civil Pública em Matéria Tributária;Efeito Social da Terra

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Lista de Comentários

Welington Rodrigues
22/11/2007 08:38

Dominou geral!

Esse Ricardo Teixeira é um velhaco e parece que neste país não tem ninguém com peito para tirá-lo da CBF. Até briga com a diretoria do São Paulo ele comprou. Não entendo porque manter este cara por tanto tempo. A CBF precisa ser renovada.
JP
16/11/2007 21:29

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exagero? por si só o ufanismo é um problemas..rs