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História
Luciano Silva Roriz
Pedro Roriz- Um pioneiro
A Casa Azul (de Pedro de Abreu Roriz)
“Entre 1920 e 1930 existia em Inhumas uma casa comercial q servia a tropeiros e viajantes: Espécie de entreposto entre Campinas e Curralinho.”
Quando dos primeiros anos do século XX, Inhumas, embora pertencente ao Município de Itaberaí (antigo Curralinho), já ensaiava seu aspecto de economia independente.
Assim, entre 1920 e 1937, se tem a existência de uma expressiva casa comercial, ou seja, uma das primeiras ‘vendas’ – a Casa Azul. Era uma das poucas habitações feitas em alvenaria e madeira com telhas coloniais além de suas seis janelas, treze portas e pisos de tábuas a qual pertencia ao ‘Seo’ Pedro de Abreu Roriz que à administrava.
Sua senhora, Dona Maria de Oliveira Lobo (filha do senhor João Antônio de Oliveira Lobo) de família advinda da antiga capital, fazia quitandas e brevidades eram vendidas na Casa Azul para ajudar na renda família além de poder contar com o auxilio de seus filhos mais velhos Paulo, Odilon, Cecília, Odomiro, Rosa e Geni.
Na sua atividade diária, a Casa Azul, servia principalmente às fazendas vizinhas, os moradores deste povoado, tropeiros e carreiros dada sua variedade de mercadorias: tecidos, utensílios domésticos, bebidas, alimentos (em sacas), selaria, calçados, munições, chapéus, sal, açúcar, doces, frutas, artigos para caça e pesca, etc.
Na Casa Azul, a partir de 1925, observa-se em suas notas de recibos de época a diversificação criada por Sr. Pedro Roriz, de um novo tipo de negócio: o rentável aluguel de máquinas de costura (da marca Singer).
A variedade dos produtos vendidos na Casa Azul, se dava por dois fatores. O primeiro diz respeito ao freqüente contato com que Pedro de A. Roriz possuía com seu irmão Josephino de Abreu Roriz (também advindo do Arraial de Santa Luzia, atual Luziânia) na cidade de Goiás, cuja atividade comercial favorecia q o Sr. Pedro pudesse ter acesso às mercadorias que pela região entre Campinas e Curralinho não se encontrava facilmente, o que permitia que essas pudessem assim ser negociadas ainda na antiga capital e enviadas por tropeiros antes que chegassem muitas vezes tardiamente por aqui.
Já o segundo fator, que contribuiu fortemente para a ocorrência inicial desta atividade de comércio, nos anos 20 em Inhumas, e da qual figura a Casa Azul, se deu pela presença dos caixeiros viajantes, os quais representavam as principais casas comerciais das praças de Araguari (MG), São Paulo (Capital) e Rio de Janeiro (Distrito Federal) das quais partiam várias rotas terrestres. Isto certamente influenciou para a movimentação de uma verdadeira rede de tropeiros que ficavam nos pontos de embarque e desembarque de cargas e passageiros da linha de ferro Mogiana, como se pode ver nos relatos que faz o profº. Barsanulfo Gomides Borges (UFG) em “O despertar dos dormentes”.
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Neimar Carlos
A DÉCADA REVOLUCIONÁRIA
Para falar da década de sessenta do século XX, seria necessário mais que essas breves linhas. Este artigo tem como objetivo, trazer algumas reflexões que fui buscar juntos aos meus amigos, o historiador Mario Scmith e o jornalista uruguaio Eduardo Galeano. Os anos 60 foram de fato revolucionários no planeta inteiro. Mudanças significativas aconteceram, por isso, é tão importante focarmos nessas transformações no qual a juventude teve tanta influência para as novas concepções que veio a surgir o poder jovem, foi a grande e maravilhosa utopia dos anos 60. A idéia básica dessas geração era contestar o sistema contra a alienação em favor da conscientização, derrubar a repressão e construir a liberdade. O fascinante sentimento contagiava corações e mentes, que sabiam que para chegar a tal mudança não viria da ação de alguns indivíduos, mas da consciência de todos. Foi uma geração que acreditou na luta política. Para eles tudo era político, tudo podia ser visto em termos de libertação, da conscientização contra a alienação. Mas a política não era apenas em relação ao Estado. O Estado capitalista era desprezado, os políticos burgueses execrados. Porque tudo envolvia poder tudo era político:a cultura, a relação homem-mulher, o sexo, a família, a arte, as drogas. A mudança não seria só econômicas e políticas, mas , também, na mentalidade, nas relações entre indivíduos, todas asa instituições deveriam ser contestadas. Vejamos que a ciência nesta década revoluciona o planeta. Em meio a uma corrida espacial estimulada pelo calor da guerra fria, os soviéticos lançam o primeiro homem no espaço Iuri Gagárin. Os americanos colocaram o primeiro na lua Neil Armstrong. No campo da biologia a ciência conseguiu reproduzir o DNA a estrutura química responsável pela hereditariedade, as pílulas anti-concepcionais chegam ao mercado impulsionando os movimentos feministas, contra o machismo ocidental. A mulher conquista o direito da liberdade sexual o uso e abuso do corpo, a mulher conquista o direito a liberdade sexual o uso e abuso do corpo, a mulher deixa de ser uma simples genitora, escrava doméstica e sexual. O amor livre e discernido contra a opressão sexual. Freud o pai da psicanálise mostrou que a sexualidade é fundamental para determinar a individualidade humana. Nessas inspirações que ficou conhecido uma das mais famosas pichações das ruas de Paris: "Quanto mais eu faço amor mais sou revolucionário, quanto mais eu sou revolucionário mais eu faço amor". Hebert Marcuse dizia que o capitalismo avançado transformava todo mundo em consumidor passivo, bitolava até as relações sexuais criando um homem dimensional. Nem todos os jovens impulsionados com a construção do Muro de Berlim e com o pôster mais reproduzido do século XX, do Che Guevara um dos lideres da revolução socialista em cuba, sonharam com uma revolução comunista, muitos se apoiaram, na utopia fascinante da paz e do amor, deixaram a guerrilha de lado se apoiaram em homens pacifistas como Marthir Luter King e gandhi, também na doutrina de Buda. E o mais interessante que a juventude como segmento de mercado consumidor surgiu exatamente na década de 60. A juventude passou a ser alvo das industrias, daí a necessidade de produtos que atingissem esse público, interessada nos lucros essas indústrias buscou em criar mercadorias que não fossem "quadradas", "careta", "por fora". Essas mercadorias se espalharam pelo mundo, refrigerantes, boates,motocicletas, remédios etc. No campo cultural destaco um dos maiores fenômenos do rock, a banda de Liverpol The beatles. Em 1963 eles lançaram She loves you e deram inicio ao iê iê iê. Em 1967 inauguraram sua fase psicodélica com o álbum Sargent Peppers Loney Hearts Club band, com recursos eletrônicos e indiretas para temas dos jovens da época como drogas, solidão no meio da massa, sexo, misticismo oriental. Também influenciada pelo blues a banda Roling Stones lançam I can get no satisfaction, uma ácida ironia ao homem da sociedade de consumo que compra sem parar e nunca se satisfaz. Um lindo movimento de contra cultura no festival de Woodstock dezenas de milhares de jovens se reuniram para contestar a família burguês, a sociedade industrial de consumo, a cultura da guerra. Patrocinado pelo movimento hippie que foi uma das diversas manifestações de rebeldia, esse movimento ultrapassou as fronteiras dos Estados Unidos, mas foi perdendo a força ate desaparecer por completo, às esperas da década de 1980 quando a sociedade de consumo e o individualismo voltam com toda força. Na década de 60 destaca-se também a geração beat que penetrou nas estações do inferno e iluninaçoes de Allen Ginsberg e seus companheiros hpsters e nas estradas literárias de On the road de Jack Keroac. Mas vou deixar para falar dessa geração especificamente em outro artigo.
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