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Religião
Márcio Gomes Pacheco
Voto Cristão - Eleição Limpa
Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, ladro e salteador. Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz pastagem. Depois de conduzir todas as suas ovelhas para fora, vai adiante delas; e as ovelhas seguem-no, pois lhe conhecem a voz. Jo 10, 1-4 Meus amigos, chegado o momento em que escolheremos nossos representantes para governarem nossos municípios por mais quatro anos de mandato. O TRE tem veiculado várias propagandas, buscando conscientizar o eleitor de que é necessário pensarmos muito, refletirmos e analisarmos a vida dos candidatos para, então, passarmos nossa procuração pública às pessoas que confiaremos para serem nosso prefeito e vereador escolhidos. Infelizmente, nossas leis ainda permitem que vários tipos de pessoas mal-intecionadas, com objetivos interesseiros que não vão além de seus próprios umbigos, se candidatem. Assim, há notícias de assassinos, de estelionatários, de agiotas, de traficantes, de bandidos, de pessoas que se dão à prática de compra de votos e de tantas outras pessoas de péssima conduta social que se candidatam e pedem nossa procuração pública para decidirem os nossos destinos, como nossos dirigentes políticos. O evangelho citado acima diz que a ovelha conhece bem a voz de seu pastor. Como cristos, devemos buscar direcionamento para agirmos conforme a vontade do nosso bom pastor. Assim, escolheremos pessoas que são compromissadas com a fé e exercitam olhos e ouvidos espirituais, sem nenhum jogo de interesse poltico por trás! Bem sabemos que existem cristãos verdadeiros que recebem o chamado para a política e também existem politiqueiros muito mal intencionados que adentram as igrejas para representarem um papel mentiroso e conseguirem votos... são lobos em pele de cordeiro (Mt 7, 15)! Como dizia Jesus, não passam de sepulcros caiados: bonitos por fora e fedendo por dentro! Cheios de intenes egoístas que visam seus próprios lucros e crescimento de suas posses e contas bancárias (Mt 23, 27)! Quando eu era criança, escutava sempre nas aulas de catequese uma música do Pe Zezinho que falava que se buscssemos fazer o que Jesus fazia, seríamos sempre felizes e é esse o convite que te faço para o dia 05 de outubro. É claro que há dois mil anos atrás não haviam eleições. Porém, se o Senhor fosse votar no próximo domingo, que tipo de pessoa você acha que Ele escolheria para representá-lo? Tenho toda certeza em afirmar que iria analisar a vida da pessoa, sua conduta social, seu testemunho de vida. lógico que Ele, em sua infinita sabedoria, escolheria uma árvore de bons frutos, pois toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos (Mt 7,17) e, segundo sua concepção e seus ensinamentos, árvores produtoras de maus frutos devem ser cortadas e lançadas ao fogo (Mt 3, 10). Em sua conversa com Nicodemos, Jesus afirma que os verdadeiros adoradores, verdadeiros seguidores, aqueles que verdadeiramente O agradam e que o Pai os deseja, são aqueles que o adoram em esprito e em verdade (Jo 4,23). Tais pessoas so aquelas que buscam ser guiadas e conduzidas conforme a sabedoria divina, através de vida de oração, de jejum, de penitêcia, de escuta espiritual. So pessoas que fazem dessas ações hábitos de suas vidas cotidianas. Tais pessoas sabem muito bem que a sabedoria dos homens se opõem à sabedoria divina e vice-versa (ICor 2, 4-5). São Tiago afirma que a sabedoria, porém, que vem de cima, primeiramente pura, depois pacífica, condescendente, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, nem fingimento (Tg 3,17). Essas são características básicas que não podem faltar na pessoa que formos escolher. J decidiu em quem vai votar? A sua pessoa se enquadra em tudo o que foi dito aqui? Se não, ainda há tempo de corrigir um erro que ainda não foi praticado. Se somos verdadeiros cristãos compromissados com a fé, é necessário buscarmos sempre termos olhos e ouvidos espirituais. Quatro anos demoram passar! Grande abraço fraternal, Márcio Gomes Pachecowww.aboasemente.comCoordenador do Ministério JovemRenovação Carismática Católica Inhumense
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Fábio Mendonça Pascoal
Pecado ou Liberdade Original
O que veio primeiro: o Ovo ou a Galinha?Essa pergunta que já embalou muitas piadas sem respostas e outras tantas discussões, pode neste texto ser de grande valia. Se levarmos em conta, de modo bem superficial, a Teoria da Evolução de Darwin, o ovo veio primeiro, pois antes de existir a galinha já existiam os primeiros seres vivos da terra – animais terrestres e marinhos – entre eles os dinossauros, anfíbios e outros que "botavam". Se levarmos em conta a teria Criacionista Greco-judaica (texto bíblico) a galinha veio primeiro, pois foram criados todos os animais, entre esses provavelmente a galinha e o galo, e só depois se reproduziram aparecendo assim, o ovo. Se levarmos em conta outras teorias... sei lá... tantas possibilidades!Que papo hein!? Voltando ao assunto... muito me inquieta o quanto se fala no mundo religioso do Pecado Original. Assusta-me o quanto de peso vem junto dele sobre nossos ombros: "Adão e Eva pecaram e agora todo mundo está no inferno, porque primeiro vem o pecado...!" Tantas vezes já ouvi isso... (e normalmente a relação sexual, que diga de passagem, criada também por Deus, leva a culpa e veste essa carapuça; mas esse é um outro assunto).A questão deste texto é: por que não falar da Liberdade Original em vez de ficar reforçando o Pecado Original? Na minha concepção de teólogo, cristão, filho de Deus, arquiteto, a Liberdade Original é mais importante e pode interferir muito mais, positivamente ou negativamente, na construção da vida e do mundo do que o outro.Sem tentar fazer aqui uma tese, até porque não tenho base para isso, peço que me acompanhe:Segundo o primeiro relato da criação (vale ressaltar que existem dois relatos da criação na Bíblia e que, para quem ainda não observou, são praticamente completamente diferentes – Gênesis 1 e 2), em Gênesis 1,1-2,4a o Criador cria primeiro todas as coisas, planta seu jardim, cria os animais e só no sexto dia, ao fim da criação, cria o húmus – a humanidade – homem e mulher à sua imagem e como sua semelhança (1, 27) e os coloca no mundo criado para multiplicar sua espécie e "sujeitar" a terra e "dominar" os seres vivos (1, 28).No segundo relato da criação (Gênesis 2, 4bss), muito mais significante, em partes, na minha opinião, o Criador cria o céu e a terra e depois, do barro, do adamah (terra fértil), o Criador molda e cria o homem inflamando nele um sopro – nephesh – de vida (2, 7), e coloca no Jardim do Éden para o "lavrar" e o "guardar" (2, 15). Depois cria todos os animais para lhe achar uma companheira (2, 18-19), até que então da costela do primeiro homem, o Criador molda e cria a primeira mulher (2, 21-22), para que um dia voltem a se tornar uma só carne (2, 24).E é aqui que a defesa deste texto se baseia: nos dois relatos da criação, tanto no capítulo 1 como no 2 de Gênesis, não se fala nem se falou do pecado, mas ressaltou duas coisas depois que o ser humano foi criado:O Criador entregou a Vida ao ser humano e toda a criação em suas mãos – Liberdade;O Criador disse: vocês são livres para viverem ai e fazerem o que quiser, menos comer do fruto da árvore do centro do Jardim (2, 16-17) – Liberdade de fazer tudo, "menos" uma única coisa, a fim de que liberdade fosse completa.Mas foi justamente "o menos" que o primeiro ser humano quis, surgindo ai, o que a grande maioria chama de Pecado Original, e colocando na maçã ("tadinha") e no sexo ("tadinho") a culpa de tudo isso.Mas o que veio primeiro nos dois relatos: A Liberdade de Escolha dada pelo Criador ao ser humano, ou o Pecado Original cometido pelo ser humano? Sem querer responder: sem a Liberdade Original o ser humano não poderia ter escolhido o que não podia, fazendo aparecer aí o Pecado!Sabe, acredito que o mundo se preocupa em demasia com os "pecados", muito com o "Pecado", pouco com as conseqüências sociais destes e quase nada com a causa primeira do pecado: a liberdade de se fazer escolhas, sejam elas boas ou más. Mas se nós gastássemos mais tempo em ajudar, orientar e ou ensinar as pessoas, em especial os crentes (aqueles que crêem), em fazer escolhas mais conscientes, responsáveis e de caráter humanitárias, o Paraíso do Éden estaria menos distante de nós e não seria só saudades, mas com certeza, seria a esperança certa de estarmos o reencontrando.Poderíamos como final então dizer: vamos usar de nossa Liberdade Original para escolher, pois, a vida e assim já estaremos deixando para traz o Pecado e os pecados!
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Prof. Reginaldo Pacheco
O jejum
Quando nos sentimos incapazes para enfrentar grandes desafios, podemos encontrar a força de Deus, através de um bom jejum. Mas o que podemos entender por um bom jejum? Primeiro precisamos entender o que é o jejum. Muitas pessoas possuem uma concepção equivocada a respeito do jejum, pois acham que jejum só existe quando alguém consegue abster-se completamente de todo e qualquer tipo de alimento. Existem diversas formas de se fazer um jejum. Então, uma pessoa que não possui o hábito de fazê-lo deve iniciar a sua prática gradativamente, para que não ocorram reações adversas no seu organismo e para que, dentro de algum tempo, consiga atingir estágios mais avançados. Não tem como darmos desculpas, como: Eu não faço jejum porque eu num dou conta!. São inaceitáveis! A experiência do jejum deve ser bem conduzida para que ela seja eficaz na nossa vida. Há três fases no jejum que precisam ser observadas atentamente e com zelo: a preparação, o desenvolvimento e o término. Na preparação, é bom que se faça uma boa oração de entrega, despojando-se completamente nas mãos de Deus, expondo-lhe qual a intenção do jejum. É importante um momento de clamor pelo Espírito Santo para que Ele venha ser auxílio durante o período de jejum pretendido. É bom lembrar que o fortalecimento pretendido é espiritual! No desenvolvimento, é preciso muita cautela, para que não se faça do jejum motivo de vanglória pessoal. Isso porque muitas pessoas acabam falando que estão jejuando quando são interrogadas sobre o porquê de não participarem de refeições naturalmente. E quando isso ocorre, compromete-se o efeito do jejum: Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade vos digo: já receberam sua recompensa. – Mt. 6, 16. Segundo Jesus, se queremos uma recompensa do Pai, não podemos demonstrar aos homens quando jejuamos. Não se pode, então, cometer gestos como o de bater no peito e dizer que se está de jejum, pois isso nada mais é do que um sinal de imaturidade espiritual. No término, é importante uma boa oração de louvor, em agradecimento a todo o transcorrer do jejum e pela certeza da força espiritual enviada por Deus. Se fizermos uma viagem por toda a Sagrada Escritura, encontraremos vários exemplos de momentos em que o povo de Deus, diante de grandes desafios, clama pela ajuda do Senhor através do jejum. O nosso Senhor Jesus Cristo também se utilizou do jejum antes de iniciar sua grande missão. Logo após ser batizado, foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto... e ali jejuou durante quarenta dias e quarenta noites, sendo fortemente tentado pelo demônio por três vezes - Mt. 4. O jejum é uma forte arma contra o inimigo de Deus, pois conseguimos enxergar as suas ciladas e assim resistir as suas tentações com os olhos espirituais que nos são dados por esta mortificação da carne. Ele alimenta a alma! Portanto, é imprescindível que façamos da prática do jejum um hábito, principalmente, em dias santos e na preparação para festas litúrgicas – Catecismo - § 2043.Se você tem um desafio pela frente, comece agora mesmo a se preparar para um bom jejum e experimente a grande força que virá do alto em seu auxílio!Fiquemos com Deus! Sugestões de leituras: II Crônicas 20,3 Esdras 8,21 Daniel 10,2-3 Romanos 8 Livro: Como fazer jejum? – Pe. Jonas Abib.
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Olívia Duarte Raisa
Deveres e fantasias
O homem não raro embrenha-se em caminhos tortuosos.É freqüente a confusão entre ser feliz e realizar fantasias.Para a criatura irrefletida pode parecer necessário que todos os seus sonhos se concretizem, para que ela se considere plena.Ocorre ser a felicidade, sob esse enfoque, uma utopia de impossível efetivação.O ser humano é ilimitado em seus devaneios e fantasias.Realizado um projeto, surge logo outro, mais ambicioso.Se é a falta da casa própria que infelicita, após sua aquisição, com freqüência, deseja-se outra maior.Ao desejo de possuir automóvel em bom estado, sucede o anelo de adquirir um carro do ano.Quem tem casa e carro, por vezes almeja viajar ou garantir a faculdade dos filhos.Idêntico fenômeno dá-se nos mais variados quadrantes da existência.É o desejo de notabilizar-se na carreira, freqüentar o melhor clube da cidade, possuir roupas luxuosas ou jóias.Muitos desses desideratos são legítimos, mas sempre surge algo novo a ser buscado e nem tudo que se deseja acontece.Se for necessário realizar todos os sonhos para o homem se sentir pleno, a frustração será sua constante companheira.Por outro lado, ao desavisado pode parecer que tudo é legítimo para alcançar suas metas.Talvez toda dificuldade seja considerada uma desgraça, um obstáculo a ser removido a qualquer preço.Se o casamento não vai bem, pode parecer melhor terminá-lo de vez, para encontrar outra pessoa que seja perfeita.O familiar doente ou de difícil convívio quiçá se afigure alguém a ser evitado a todo custo, sob o falso pretexto de preservar a própria paz.Ora, a infantilidade e a superficialidade desse modo de viver são óbvias.O progresso é uma das leis da vida, e o homem é sempre chamado a burilar-se, aperfeiçoar-se, tornar-se melhor e mais forte.As dificuldades têm a finalidade de ajudar a desabrochar o anjo que em todos reside, mediante o exercício das virtudes cristãs.Felicidade não é sinônimo de cofres cheios, vaidades satisfeitas, absoluta ausência de problemas e desafios.O Cristo, modelo e guia da humanidade, afirmou que oferecia sua paz, mas que a cada qual seria dado conforme suas obras.Também disse que quem quisesse deveria tomar sua cruz e segui-Lo.Os obstáculos, os desejos não realizados, as limitações têm o objetivo de sensibilizar-nos para a beleza da mensagem do Cristo.Eles nos auxiliam a valorizar o que é eterno, em detrimento do transitório.A conquistar, mediante o abandono das ilusões, a tão sonhada paz: o tesouro colocado onde ninguém pode roubar.Felicidade, pois, não é ter tudo o que se quer, mas estar em harmonia com a própria consciência e com as leis divinas.Entre concretizar uma fantasia e atender as próprias obrigações, o homem sensato não pode titubear.Se um sonho demandar, para realizar-se, violação de nobres compromissos assumidos, ou não se amoldar a uma consciência tranqüila, é melhor desistir dele, por mais sedutor que seja.Consciência pesada é algo inconciliável com a plena realização do ser.Não há felicidade sem paz e não há paz sem deveres rigorosamente cumpridos.Texto retirado do Jornal Momento Espírita
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Eduardo Carvalho
É natal!
Ele veio! Está entre nós! O senhor, Deus das vitórias e das alegrias chegou! A festa é dele, mas é sua também! Que essa data sirva de impulso para o testemunho de nossa igreja. De Belém nos vem à força contra toda previsão derrotista ou catastrófica, nosso salvador mostra que é o alfa e o Omega, quem tem o destino do cosmos em suas mãos. É ele quem abre e fecha a porta da salvação.Por elas todos nos somos convidados a entrar. O senhor Jesus conta com o maior dos milagres para que seu reino se instaure nesta terra: o ser humano. Em nossas mãos está o poder de gerarmos a vida ou a morte. Se nos deixarmos guiar pelo seu espírito, com certeza não erraremos o caminho.Felicidades para você e sua família, desejo o que de melhor possa existir na face da terra. Obrigado a você que neste ano nos apoiou.Que neste 2007 possamos ser parceiros nesta nova jornada em busca da paz e da salvação para todos. O salvador, o vitorioso, a criança de Belém veio para todas as pessoas.Feliz Natal, são os votos de Eduardo de Carvalho e Equipe a todos internautas, ouvintes da Rádio Educativa/programa Eduardo de Carvalho e a todos os Leitores do Jornal da Época.
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Cristiana Soares
A letra DA MÚSICA
Certo dia estava eu participando do louvor da Igreja X; um louvor alegre e emocionante, quando o dirigente anunciou uma nova música dizendo ser esta TREMENDA. E então começou a cantar: Já estou crucificado com Cristoagora vivo não mais eu Cristo vive em mim, aleluia Essas palavras são bem conhecidas de todos nós; sabemos que foram ditas pelo apóstolo Paulo. A quem diga, que a música é bonita. Pra mim, as palavras de Paulo foram fortes e tremendas realmente, mas para ele. Ora, pare e pense comigo. O apóstolo Paulo, ao dizer estas palavras, fez referência à sua renuncia de vida própria para viver o evangelho e ser também chamado discípulo de Cristo. Antes de se tornar discípulo, Paulo era um soldado romano, essa era sem dúvida, uma posição invejada por muitos. Ele era também, um judeu respeitado na sinagoga pelos seu conhecimentos de ciência e de línguas sem falar do cumprimento impecável das leis judaicas. Era um homem culto, viajado, admirado e respeitado pelo seu povo e pelo Império Romano. E dinheiro não era problema para um homem esta posição. Esse Paulo, lutava pelo que ele acreditava e pelo que lhe fora incutido desde criança, como desta escrito nos livros da lei. Quando tentava acabar com a "bagunça" que os seguidores de Cristo estavam provocando por toda parte contradizendo as leis e os mandamentos judaicos em nome de Cristo, de uma hora pra outra deixou de ser perseguidor para ser perseguido. De caçador passou a ser a caça. A história de Paulo, a partir da queda a caminho de Damasco, nós já conhecemos: foi perseguido até os dias de sua morte, viveu mais na prisão que livre, foi caluniado pelos próprios cristãos, passou fome, precisou fugir e se esconder muitas vezes ... e também conhecemos suas proezas. Mas a questão aqui é a música, certo! Bom, pra se tornar um cristão ele realmente precisou estar crucificado, ou seja, precisou morrer para suas próprias vontades não só de palavras, mas de fato e verdade. Pois do contrário ninguém se sujeitaria à vida que Paulo se sujeitou. E nós andamos mais preocupados com o nosso bem estar de agora e de amanhã, levantamos as mãos, com lágrimas nos olhos e cantamos: Já estou crucificado... Eu confesso, não canto essa música porque não me acho qualificada para a letra. Perdoe-me se este não é o seu caso. Talvez eu esteja falando só da minha não crucificação, mas é que são tantos absurdos que ouvimos e vemos na prática dos "evangélicos" que não dá pra concordar com esta letra sendo cantada dento das igrejas. Crentes que compram e não pagam, que falam mal uns dos outros e se chamam irmãos, que roubam, que adulteram, que traem seus cônjuges e seus filhos, que se recusam a dar o perdão, que querem mais que o próximo exploda, que são invejosos, egoístas, mentirosos... Peço perdão mais uma vez, se este não é o seu caso, ou se você não concorda comigo. Eu sei, você vai dizer que não são todos os crentes assim, e graças a Deus que não são todos, mas é que todos deveriam ser retos e justos. Infelizmente, muitos envergonham e fazem com que os justos paguem pelos pecadores. E o pior, não têm vergonha de cantarem: Cristo vive em mim... Que bom seria se esta letra fosse uma realidade no meio cristão. E que benção seria para a nossa sociedade se houvesse muitos Paulos entre nós.
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