Publicado em 18/11/2016 13:47

24 pessoas indiciadas por crime eleitoral em Inhumas - GO

Entre as pessoas indiciadas estão 5 candidatos a vereador que foram eleitos na cidade.

Na tarde de ontem (17), a Polícia Civil de Inhumas encerrou quatro inquéritos policias que resultou no indiciamento de 24 (Vinte e quatro) pessoas pela prática de crimes eleitorais, a saber, corrupção eleitoral e falsidade ideológica para fins eleitorais, conhecido como “Caixa Dois”.

Entre os indiciados então 5 candidatos a vereador que foram eleitos na cidade, sendo eles: Bruno de Paula Braz, alcunha “Bruno Braz”- PDT (crimes de corrupção eleitoral e caixa dois), Marcelo Lopes Vila Verde, alcunha “Marcelo Vila Verde” – PDT (crimes de corrupção eleitoral, caixa dois e fraude processual), Gleiton Luiz Roque, alcunha “Tumate”- PTB (crimes de corrupção eleitoral continuado, caixa dois e fraude processual), Vinicius de Paula Silveira, alcunha “Cebola” – PSL (crimes de corrupção eleitoral continuado, caixa dois e fraude processual) e Vireni Vila Verde Alvares, – PROS (crimes de corrupção eleitoral e caixa 2).

Candidatos que não foram eleitos: Wemerson Leite Barbosa, alcuna “Wemerso do Taxi”- PROS (crime de corrupção eleitoral), Antônio Petrônio da Rocha, alcunha “Irmão Petrônio” – PRTB (crime de corrupção eleitoral) e Adenilson Pessoni, alcunha “Dr. Adenilson Pessoni” – PMDB (crime de favorecimento pessoal).

Eleitores indiciados:Wanderson Marciano Tavares, Cicero Valdivino Luiz de Freitas Júnior, Robson de Souza, Getulio Rodrigues Goulart, Maikon Mikael Alves Campos, Etelvino Bandeira de Araújo, Joselita José Ferreira Oliveira, Selmo José de Paula, Joarindo de Oliveira Santana Júnior, Reginaldo Leite do Carmo e Osmar Barbosa Vilar.

Servidores públicos indiciados: Shirlei de Mendonça Marques Antoneli (lotada na Secretaria Municipal de Promoção Social – crime de corrupção eleitoral), Flávio Antônio Ribeiro Munhoz (lotado na Secretaria Municipal de Gestão e Planejamento – crime de corrupção eleitoral), Talita Monique de Godoi Santos (lotada na Secretaria Municipal de Promoção Social – crime de corrupção eleitoral), Carlos André Vila Verde Alvares da Silva (Ex-Secretário Municipal de Saúde – crimes de corrupção eleitoral e caixa 2) e Viviane Vila Verde Alvares da Silva (lotada na Secretaria Municipal de Saúde - fisioterapeuta – crimes de corrupção eleitoral e caixa dois).

Eleitores não indiciados por ausência de provas (sugerido o arquivamento): Átilas Paulo de Oliveira, José Maria Barbosa e Celso Duarte de Paula.

 As investigações duraram pouco mais de 2 meses e contou com a participação efetiva do Ministério Público Eleitoral, representado pela Promotora de Justiça Dra. Sólia Maria de Castro Lobo. Foram cumpridos diversos mandados de busca e apreensão nas residências dos candidatos, momento em que foram apreendidos farto material probatório que comprova a prática dos crimes (contabilidades, listas, cadernos de anotações, aparelhos celulares, computadores, dentre outros).

Elucidou-se que diversos eleitores receberam requisições de combustível, cadeira de rodas, balão de oxigênio, transporte, sacos de cimento, consultas médicas, descontos em cirurgias e até potes de sorvete, dentre outras benesses, sob a condição de votar nos candidatos, bem como realizar propaganda eleitoral nos veículos que deveriam estar adesivados. Há indícios que também houve a utilização da máquina pública para beneficiar alguns candidatos.

No decorrer das investigações esclareceu que os candidatos a vereadores eleitos Bruno Braz, Marcelo Vila Verde, “Tumate”, “Cebola” e Vireni Vila Verde também praticaram, em tese, o crime de “caixa dois” (falsidade ideológica para fins eleitorais), omitindo gastos de campanha e inserindo declarações falsas nas prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral. Alguns candidatos declararam nas prestações de contas como doadoras da campanha eleitoral pessoas beneficiárias do Bolsa Família.

Em seu relatório o Delegado Humberto Teófilo, responsável pelo caso, destaca que “nunca havia presenciado em toda a sua carreira policial tamanha ousadia desencadeada pelos indiciados, os quais, na verdade, agrediram à sociedade brasileira com suas condutas criminosas”, afirma que “pelo visto, os candidatos, acreditando na impunidade, promoveram uma espécie de farra de compra de votos neste município”.

Ao final do relatório policial foram enviadas cópias integrais dos inquéritos policiais para o representante do Ministério Público Eleitoral para que, caso entenda, promova as ações cíveis eleitorais que visam a cassação do registro ou do diploma e também ao juiz eleitoral no sentido de verificar a regularidade das prestações de contas apresentadas na Justiça Eleitoral pelos candidatos indiciados, visto a suposta presença do “Caixa Dois” das campanhas eleitorais.

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