A Arte na Idade Antiga
Acompanhemos a continuação da série de artigos que descrevem a síntese da história da Arte.
Terceira Parte - A Arte na Idade Antiga
A arte antiga refere-se àquela desenvolvida pelas Antigas Civilizações, que se estende até a queda do Império Romano do Ocidente, em 476 depois de Cristo, acuando das invasões bárbaras. Abrangente e bem diversificada, ela nos mostra diversos fundamentos ideológicos, compostos pelas riquezas das artes egípcia, grega, romana, paleocristã, bizantina e islâmica.
Foi na Antiguidade que surgiram os primeiros conceitos teóricos a respeito da sistematização e estudo das artes. Para os egípcios e babilônios a arte esteve bastante associada às necessidades formais dos rituais religiosos, independente de qual forma de produção artística (pintura, escultura, arquitetura), buscava-se de alguma forma trazer para o mundo mortal os valores do mundo divino. Embora pertencentes ao mesmo período histórico, os gregos e romanos, ainda que cultivassem também esta necessidade, caminharam para uma arte com novos significados: a arte, para eles, viria a se tornar uma forma de humanismo. A arte bizantina sofreu influências de Roma, Grécia e do Oriente, mas foi também conduzida pela religião. A união de alguns elementos dessa cultura formou um estilo novo, rico tanto na técnica como na cor. A Arte islâmica, inevitavelmente, absorveu traços dos povos conquistados. De origem nômade, os muçulmanos demoraram a estabelecer sua própria identidade artística. Ao definir seu estilo conceitual e religioso, nos deixaram as belas cúpulas nas mesquitas e lindos tapetes persas.
Periodização
Seguindo uma linha cronológica, veremos agora como se manifestou as produções artísticas nas Civilizações Antigas.
o ARTE EGÍPCIA
O Egito antigo era uma civilização bastante complexa, A religião foi de fundamental importância à composição de sua organização social e política, determinando o papel de cada classe social, norteando inclusive as produções artístico-culturais.
Acreditavam que deuses que poderiam interferir na história humana. Em sua crença, a vida apos a morte era mais importante que a vivida no presente. Estes fatores fundamentaram toda ideologia da arte egípcia: focada na glorificação dos deuses e dos grandes faraós (divinizados e cultuados em ritos religiosos), para os quais se erguiam templos funerários antológicos.
Por estar focada especificamente à religião, a Arte Egípcia era bastante padronizada, não dava margem à criatividade e imaginação pessoal do artista. Desse modo, podemos dizer que os artistas egípcios foram criadores de uma arte anônima, pois a obra deveria revelar um perfeito domínio das técnicas de execução, e não do estilo individual do artista.
Arquitetura:
Ao se falar de Arquitetura Egípcia, automaticamente vem em mente As Pirâmides do deserto de Gizé - que são as obras arquitetônicas mais famosas e, foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos.
As características gerais da arquitetura egípcia são: solidez e durabilidade; sentimento de eternidade; e aspecto misterioso e impenetrável.
"As pirâmides tinham base quadrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences."
Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso. Na verdade, a esfinge representa a força (corpo do leão) e a sabedoria (cabeça humana). Ela foi colocada na alameda de entrada do templo para afastar os maus espíritos.
Escultura:
No Egito, os escultores buscavam representar os faraós e os deuses, quase sempre em posições serenas, sem nenhuma emotividade. Com isso, pretendiam traduzir na pedra, uma ilusão de imortalidade. Exploravam com exagero as proporções do corpo humano, dando às figuras, uma impressão marcante de força e de majestade.
Os mitos religiosos também estão presentes na escultura, através dos Usciabtis, figuras funerárias em miniatura, de cores fortes, geralmente esmaltadas de azul e verde, escuros (com inscrições em baixo-relevo), destinadas a substituir o faraó morto nos trabalhos ingratos no além.
Uma característica importante é o fato de a Escultura estar agregada a Arquitetura como adornos decorativos que dão um encanto místico, todo especial às construções. Os baixos-relevos, quase sempre pintados, estavam presentes em colunas e paredes. Os próprios hieróglifos eram transcritos, em sua maioria, em baixo-relevo.
Pintura:
Assim como na arquitetura e escultura, os egípcios utilizavam a pintura como um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas. Sendo assim, ela tem o seu grande campo de ação nas decorações dos monumentos funerários. No interior das tumbas, grandes telas murais aparecem recobertas por relevos e pinturas onde se descrevem as ocupações e o ambiente vital do defunto e se representam cenas de caráter religioso. As figuras eram pintadas em uma perspectiva da aparência, isto é, posicionavam em perfil, mas braços e corpo eram de frente. Eles não representavam as partes do corpo humano com base na sua posição real, mas sim, levando em consideração a posição de onde melhor se observasse cada uma das partes, dando uma característica singular, surreal, que difere a pintura egípcia das demais.
Junto a estas decorações funerárias, deve-se recordar também as de palácios e casas, que adquirem especial importância no Império Novo, que foi uma das etapas históricas mais importantes e brilhantes desta cultura, onde a pintura atingiu seu apogeu. Nessa época encontramos uma aspiração à delicadeza, uma certa distensão, que faltavam anteriormente. as figuras tornam-se mais estilizadas, os artistas procuram refletir o movimento e, ao mesmo tempo que se entregam à uma grande variedade temática, tentam exibir com grande preciosismo o espetáculo da natureza. As representações de pássaros e peixes nos pântanos, jardins e estanques alcançaram um grau de graça e de naturalismo próximos aos da pintura cretense (Grécia). Os pintores mostram-se mais afastados das convenções que regiam os baixo-relevos e começam tímidos ensaios de novas disposições espaciais, mudando um pouco suas técnicas de execução.
Escrita:
Podemos dizer que, a própria pintura egípcia era uma forma de escrita, pois sua escrita era por meio de desenhos, e não por letras como nós.
Desenvolveram três formas distintas de escrita: Os hieróglifos, que eram escritas sagradas, usadas mais precisamente em rituais religiosos. Hierática, uma escrita mais simplificada, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes. Por fim, a escrita Demótica, que era a escrita popular.
Um dos maiores marcos da escrita egípcia foi o Livro dos Mortos, que era um rolo de papiro com rituais funerários, sempre postos no sarcófago do faraó morto. Seu conteúdo centrava em ilustrações de cenas muito vivas.
Imagens:
Vejamos agora algumas das mais significativas imagens que caracterizam a Arte Egípcia:






Referencias Bibliográficas:
MARTINS, Simone R.; IMBROISI, Margaret H. Maneirismo. Disponível em: http://www.historiadaarte.com.br/arteegipcia.html, s.d. Acesso em 05 de maio de 2006.
"Egito, Arte e arquitetura do", Enciclopédia® Microsoft® Encarta 99. © 1993-1998 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados. http://www.paralerepensar.com.br/arte_egipcia.htm, s.d. Acesso em 05 de maio de 2006.
http://www.museu.gulbenkian.pt/serv_edu/navegar_no_antigo_egipto/egipto.html
Fabrizio Fernandes
Graduado pela Universidade Católica de Goiás no curso de Letras - Português/Inglês e no CEFET no curso de TurismoPresidente do Conselho Municipal de Cultura e Turismo Vice Presidente do IHGI - Instituto Histórico Geografico de Inhumas
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eu gostei muito do quer foi dito aqui muito bom
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