A DÉCADA REVOLUCIONÁRIA
Para falar da década de sessenta do século XX, seria necessário mais que essas breves linhas. Este artigo tem como objetivo, trazer algumas reflexões que fui buscar juntos aos meus amigos, o historiador Mario Scmith e o jornalista uruguaio Eduardo Galean
Para falar da década de sessenta do século XX, seria necessário mais que essas breves linhas. Este artigo tem como objetivo, trazer algumas reflexões que fui buscar juntos aos meus amigos, o historiador Mario Scmith e o jornalista uruguaio Eduardo Galeano.
Os anos 60 foram de fato revolucionários no planeta inteiro. Mudanças significativas aconteceram, por isso, é tão importante focarmos nessas transformações no qual a juventude teve tanta influência para as novas concepções que veio a surgir o poder jovem, foi a grande e maravilhosa utopia dos anos 60. A idéia básica dessas geração era contestar o sistema contra a alienação em favor da conscientização, derrubar a repressão e construir a liberdade.
O fascinante sentimento contagiava corações e mentes, que sabiam que para chegar a tal mudança não viria da ação de alguns indivíduos, mas da consciência de todos. Foi uma geração que acreditou na luta política. Para eles tudo era político, tudo podia ser visto em termos de libertação, da conscientização contra a alienação. Mas a política não era apenas em relação ao Estado. O Estado capitalista era desprezado, os políticos burgueses execrados. Porque tudo envolvia poder tudo era político:a cultura, a relação homem-mulher, o sexo, a família, a arte, as drogas. A mudança não seria só econômicas e políticas, mas , também, na mentalidade, nas relações entre indivíduos, todas asa instituições deveriam ser contestadas.
Vejamos que a ciência nesta década revoluciona o planeta. Em meio a uma corrida espacial estimulada pelo calor da guerra fria, os soviéticos lançam o primeiro homem no espaço Iuri Gagárin. Os americanos colocaram o primeiro na lua Neil Armstrong. No campo da biologia a ciência conseguiu reproduzir o DNA a estrutura química responsável pela hereditariedade, as pílulas anti-concepcionais chegam ao mercado impulsionando os movimentos feministas, contra o machismo ocidental. A mulher conquista o direito da liberdade sexual o uso e abuso do corpo, a mulher conquista o direito a liberdade sexual o uso e abuso do corpo, a mulher deixa de ser uma simples genitora, escrava doméstica e sexual. O amor livre e discernido contra a opressão sexual.
Freud o pai da psicanálise mostrou que a sexualidade é fundamental para determinar a individualidade humana. Nessas inspirações que ficou conhecido uma das mais famosas pichações das ruas de Paris: "Quanto mais eu faço amor mais sou revolucionário, quanto mais eu sou revolucionário mais eu faço amor". Hebert Marcuse dizia que o capitalismo avançado transformava todo mundo em consumidor passivo, bitolava até as relações sexuais criando um homem dimensional.
Nem todos os jovens impulsionados com a construção do Muro de Berlim e com o pôster mais reproduzido do século XX, do Che Guevara um dos lideres da revolução socialista em cuba, sonharam com uma revolução comunista, muitos se apoiaram, na utopia fascinante da paz e do amor, deixaram a guerrilha de lado se apoiaram em homens pacifistas como Marthir Luter King e gandhi, também na doutrina de Buda.
E o mais interessante que a juventude como segmento de mercado consumidor surgiu exatamente na década de 60. A juventude passou a ser alvo das industrias, daí a necessidade de produtos que atingissem esse público, interessada nos lucros essas indústrias buscou em criar mercadorias que não fossem "quadradas", "careta", "por fora". Essas mercadorias se espalharam pelo mundo, refrigerantes, boates,motocicletas, remédios etc.
No campo cultural destaco um dos maiores fenômenos do rock, a banda de Liverpol The beatles. Em 1963 eles lançaram She loves you e deram inicio ao iê iê iê. Em 1967 inauguraram sua fase psicodélica com o álbum Sargent Peppers Loney Hearts Club band, com recursos eletrônicos e indiretas para temas dos jovens da época como drogas, solidão no meio da massa, sexo, misticismo oriental. Também influenciada pelo blues a banda Roling Stones lançam I can get no satisfaction, uma ácida ironia ao homem da sociedade de consumo que compra sem parar e nunca se satisfaz. Um lindo movimento de contra cultura no festival de Woodstock dezenas de milhares de jovens se reuniram para contestar a família burguês, a sociedade industrial de consumo, a cultura da guerra. Patrocinado pelo movimento hippie que foi uma das diversas manifestações de rebeldia, esse movimento ultrapassou as fronteiras dos Estados Unidos, mas foi perdendo a força ate desaparecer por completo, às esperas da década de 1980 quando a sociedade de consumo e o individualismo voltam com toda força.
Na década de 60 destaca-se também a geração beat que penetrou nas estações do inferno e iluninaçoes de Allen Ginsberg e seus companheiros hpsters e nas estradas literárias de On the road de Jack Keroac. Mas vou deixar para falar dessa geração especificamente em outro artigo.
Neimar Carlos
Superior Incompleto em História, Curso técnico em Mineração e curso técnico em Patologia ClínicaIniciação Científica (CNPQ) - Massacre de Canudos no imaginário da literatura brasileira - Universidade Católica de Goiás. Afro Descendência em Goiás - Universidade Estadual de Goiás - Professor do Colégio Monsenhor nesta cidade.
Lista de Comentários
Bom essa sociedade nao difere muito da de hj ao contrário, ao meu ver, antes havia um sentimento de ideologia e vontade de mudanças, nao o conformismo e a acomodação de hj, juntamente com as drogas o sexo a pedofilia, o erotismo da tv e muito mais. Abs.
1)-liberdade para fazer sexo,antes do casamento contrariando a Bíblia
2)- libertade para usar droga,levando milhares pessoas á roubar,e a destruiçao familiar para satisfazer seus vicios
3)-eles queriam viver em um mundo sem regras, a sociedade só existe porque tem regras
avida é feita de regras meu chapa, na familia, na sociedade,etc divulgue isso também, sem crise um abraço e meu respeito colega.
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