Collendo flores mortas
Essa poesia foi premiada no Premio Kelps. E foi o prfessor José Carlos quem declamou, acabou levando o prêmio.
E do (h)antes
nutrir antítese
que o caule é verde
nem rítimo restou
nem ter-te.
Grécia, Roma
Anacoluto,
de luzes e visgos
cruzes e vestígios
poética apoética
e nada.
nosso-teu hoje
mútuo imita
aurora do jamais
nunca-sempre noite
apagada pertinaz.
Grécia por Roma
De mil gregos versos
sem romas e aromas
apagados, submersos
poema nosso-teu
troianado odisséias
cavalgadas e guardadas
que meu peito de idéias
tente... tente... tente...
helenamente, enquanto dure.
Grécia e Roma
Efêmero em seus pés
ausentes e lascovos
não me vejo asas
vertentes que preciso.
E me cantam
rasas incer[...]tezas
no ter-te sem ter
coerência, coesão,
no ter-te sem ter
teu... teu... teu...
coração.
Grécia sem Roma
Mas degusto agosto
ritmica rima
triste no ufanar
de tez pálida palidez.
Qual luar, qual vida
magnólia.
De frescor em frescor
ilusão,
são rimas também de ardor.
Amanhece-me noite
retirante, triste, portinária
santa de seu verde
debalde e fria canta
amante desamada.
Grécias e Romas
separadas pela rima
pela viva, poesia
que descarto qualquer fardo
qualquer aroma, colher qualquer
de outrora.
Grécia sem Roma
Renan Alves Melo
Aluno do Curso Superior de Publicidade e Propaganda da Universidade Católica de Goiás.Vencedor de 37 prêmios literários e artísticos na SACEM; Primeiro colocado no prêmio Kelps de poesia falada do ano de 2005; Finalista prêmio SESC de literatura 2006; Primeiro colocado no concurso asas da literatura GREMI; Terceiro colocado no Prêmio Sesi Arte e Criatividade; Segundo Colocado no Prêmio Nacional FAP/FADAP de poesia. Possui um total de 62 prêmios (entre literários e artísticos). Brevemente seu primeiro livro de poesia "Noctâmbulos" será lançado, já que o mesmo foi aprovado pela Lei Goyazes 2007.
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