HISTÓRIA DA ARTE - Parte I
Daremos início a um ciclo de discussões a cerca da História da Arte, desde nossos primordios aos dias atuais.
O termo História da Arte costuma designar o conjunto das obras de uma época, país ou escola das artes visuais. A definição de arte sofreu mudanças ao longo do tempo, e as funções da história são de categorizar as mudanças na arte de modo cronológico e compreender melhor a forma como a arte modela e é modelada pelas perspectivas e impulsos criativos dos seus praticantes ao longo das Eras. Mas o que viria a ser ARTE? A principio, muitas pessoas identificam a arte conectando-a simplesmente com a pintura e a escultura, mas seu significado é bastante amplo. Arte nada mais é do que a criação humana com valores estéticos, beleza, equilíbrio, harmonia e revolta, que sintetizam as suas emoções, sua história, seus sentimentos e a sua cultura. É um conjunto de procedimentos que utilizamos para realizar obras nas quais aplicamos nossos conhecimentos. Ela se apresenta sob variadas formas como: a plástica, a música, a escultura, o cinema, o teatro, a dança, a arquitetura etc. Etimologicamente, ARTE deriva do grego cali texcnes,que significa a boa técnica e dolatim ars, significando técnica ou habilidade. É o produto ou processo em que o conhecimento é usado para realizar determinadas habilidades. O sentido moderno do termo costuma ser usado para significar a atividade artística ou o produto da atividade artística. O que poderia ser o produto final da manipulação humana sobre uma idéia ou matéria-prima qualquer.
Cada sociedade vê a arte de uma maneira, dessa forma difunde-se uma série de conceitos, pois toda arte tem um cunho conceitual. Nessa visão, a sociedade é um coletivo que produz a arte, através do artista, que apesar de não possuir a propriedade da arte é visto como importante para sua concepção. A arte é um fenômeno sociológico inerente ao indivíduo seja ele de qualquer latitude. Segundo Ernst Gombrich, famoso historiador de arte, afirmava que nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte. Existem somente artistas (A História da Arte, LTC ed.). Ou seja, arte é um fenômeno cultural. Regras absolutas sobre arte não sobrevivem ao tempo, mas em cada época, diferentes grupos (ou cada indivíduo) escolhem como devem compreender esse fenômeno.
Dessa forma o termo passa a ter um caráter extremamente subjetivo, qualquer coisa pode ser chamada de Arte desde que alguém a considere assim, não precisando ser limitada à produção feita por um artista. Mas como foi mencionado, a tendência dominante é considerar o termo Arte apenas relacionado, diretamente, à produção artística.
Arte pode ser sinônimo de beleza, uma percepção individual caracterizada normalmente pelo que é agradável aos sentidos. Esta percepção depende do contexto e do universo cognitivo do indivíduo que a observa. Ela pode até ser usada como adorno ou enfeite, porém, seu objetivo primordial ultrapassa tais conceitos. O conceito de BELO entra na crítica da obra de arte de parceria com as noções de gosto, de equilíbrio, de harmonia, de perfeição - efeitos que se produzem no sujeito apreciador. Parece ser condição necessária ao despontar do sentimento do belo a sensação de prazer ou de simpatia ou mesmo, paradoxalmente de uma repulsa. A principal conceituação clássica do belo apresentam-no como o que é agradável à vista e ao ouvido (Platão). A arte hoje também pode atuar no campo olfativo, como percepção de uma realidade momentânea exemplo: a culinária, ela pode ser tátil, como uma experiência em braile, onde o sensorial é o elemento de percepção da vida.
Historiadores de arte procuram determinar os períodos e estados de arte que empregam certos estilos estéticos por movimentos. A arte registra as idéias e os ideais das culturas e etnias, sendo, assim, importante para a compreensão da história do Homem e do mundo. O movimento artístico é uma tendência ou estilo em arte com uma filosofia ou objetivo comum, seguido por um grupo de artistas durante períodos cíclicos de tempo (normalmente por alguns meses, anos ou décadas), o que nos submete a dividir a História da Arte em Períodos distintos: Arte pré-histórica, Arte antiga, Arte medieval, Arte na Idade Moderna, e consequentemente a Arte de nosso tempo contemporâneo com os seus ismos.
Da mesma forma, assim como na Literatura, na arquitetura, etc., existem as tendências ou movimentos artísticos, caracterizados aqui como estilos ou escolas, que envolvem todo o significado da expressão: O Expressionismo, Abstracionismo, Impressionismo, Fovismo, Cubismo, Futurismo, Modernismo, Naturalismo, Simbolismo, Romantismo, Realismo e os movimentos pós-modernos, que alguns teóricos da arte denominam pós humanos (que serão tratados em textos posteriores).
Fabrizio Fernandes
Graduado pela Universidade Católica de Goiás no curso de Letras - Português/Inglês e no CEFET no curso de TurismoPresidente do Conselho Municipal de Cultura e Turismo Vice Presidente do IHGI - Instituto Histórico Geografico de Inhumas
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