IX
Para quem também odeia o parnasianismo...
risca o anarquista
que arrisca anarquia
(berra o bilac
do lado de lá)
e anti
pardal
siano respondo
o que respondeu o poema de cá
gritam versivos reversos silêncios
gritam as horas precisas do medo
grito violeta o roto desgraçado
que o rosto literato se vê obrigado
grito o aflito tinteiro caneta
(primeiro porque
caneta não fala
caneta desenha mil traças e taças
caneta é o dilema
banhado de vinho
de baco
de tinta
de tinta de tinto
caneta é a ninfeta
lascívia da vida
sugando o gozo
das rimas feridas
no torso de zeus
das vindas e idas
caneta é o ser
que o ser existiu)
a tinta da vida de gasta se arrasta
e parte partida das almas cretinas
credito e acredito na tal poesia
grito por que o gritar me é dito
é tido, é mito, é tido, imito
é filho que olavo, o escravo, abandona
mas morra a estrofe na masmorra perfeita
que liberta a festa das pernas douradas
(soneteia bilac
do lavo de lá)
anarquias entranhas
estranhas e belas
sufocam sentidos não tidos por ela
acolho o enxada lavrada dos dias
a esse temor simetria falida
cravo na terra sem terra do mar o poema que alcança a serra sincera
do meu sentimento
ao ar
e afogando olavos
insanos atrasos
no véu do esquecer
é meu divertir
nirvana
meu (r)ir
Renan Alves Melo
Aluno do Curso Superior de Publicidade e Propaganda da Universidade Católica de Goiás.Vencedor de 37 prêmios literários e artísticos na SACEM; Primeiro colocado no prêmio Kelps de poesia falada do ano de 2005; Finalista prêmio SESC de literatura 2006; Primeiro colocado no concurso asas da literatura GREMI; Terceiro colocado no Prêmio Sesi Arte e Criatividade; Segundo Colocado no Prêmio Nacional FAP/FADAP de poesia. Possui um total de 62 prêmios (entre literários e artísticos). Brevemente seu primeiro livro de poesia "Noctâmbulos" será lançado, já que o mesmo foi aprovado pela Lei Goyazes 2007.
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