O canto do pracista
História de Nelson Arantes Costa e em breves contos relatados que remete-nos aos fundamentos da cidade das Goiabeiras.
Era uma tarde ensolarada, tempo úmido..., vento suave, e um frescor mesclado com o aroma doce das flores de goiabeiras..., estava ali o recanto bucólico para um homem cansado de ser tragado pela vida. De uma jardineira desce um rapaz altivo, no rosto marcas de personalidade e caráter que a partir daqui passam a ser inconfundíveis qualidades deste jovem. NELSON ARANTES COSTA, natural de Catalão/GO, filho de Benedito Pereira da Costa e de Aquilina Arantes Costa nasceu aos 06 dias de fevereiro de 1927. Era o penúltimo filho de uma família de nove irmãos. Ficou órfão de mãe aos nove anos. Viu aí seu esteio ser quebrado pela vida...
Ao tocar os pés na terra quente, úmida e fértil da cidade de goiabeiras, o rapaz sentiu que estava diante de uma linha do tempo - o fim e agora o começo. Tudo era obscuro, novo, fascinante, era uma brisa suave que batia no rosto do jovem que em meio ao cheiro de suor sentia o perfume de rosas que o guiariam para viver um grande romance. Com o peito repleto de indagações, de sonhos, o rapaz tratou logo de se hospedar em um hotel. Após um dia de descanso saiu caminhando com passadas fortes e elegantes, dignas de um militar a procura de um trabalho. Conseguiu seu primeiro emprego na cidade, como motorista de praça. Fazia o trajeto Goiabeiras a Morrinhos.
Na cidade havia um fazendeiro de muitas posses e de temperamento violento. Luiz de Oliveira Lôbo casado com d. Dinorah Barbosa Lôbo. Este casal teve cinco filhos e desta união uma filha chamada Terezinha de Oliveira Lobo. A ela a natureza foi generosa, dotou-a de uma beleza exuberante e de uma presença marcante. Moça bonita, destemida e determinada, morava com seus pais, seus irmãos e algumas pessoas que lhes prestavam serviço. A familia possuia uma fazenda nas imediações de Goiabeiras a caminho de Nova Veneza e varias outras propriedades rurais, a fazenda varjão, cedro, chapeú de couro além de outras varias propriedades urbanas. A casa do casal era uma imensa chácara dentro da cidade cheia de pés de jabuticabas, mixiricas, goiabas, carambolas... e uma infinidade de frutas no pomar. Na frente da casa havia uma parreira e um paiol. e era entre o paiol e a casa grande que aconteciam as festas de Santo Antônio. Fogueiras imensas iluminavam a bandeira do santo festejado. Na cozinha inalavamos o cheiro do chá de cravo e de canela. o aroma especial das quitandas que eram preparadas para o festejo. Biscoito de queijo e o famoso mané pelado assado em forno a brasa. A casa grande era de assoalho nos quartos e cerâmica na sala de estar, janelas grandes onde o ar podia brincar com as cortinas feitas de crochê. No banheiro uma banheira branca e o sistema de água quente era feita atraves de serpentinas passadas por dentro do fogão a lenha, onde dia e noite se cozinhava o feijão em panelas de ferro e se fervia o leite até amarelar. No ar, inalava o cheiro da lenha queimando e o estalo das fagulhas no fogão caipira.
A história desta família será relatada, em breves contos através de matérias do site TUDOIN. Acesse sempre o site para acompanhar a publicação dos novos artigos desta emocionante saga de amor que remete-nos aos fundamentos da cidade das Goiabeiras.
Mara Arantes Costa
Nasceu em Inhumas aos 24 dias do mês de dezembro de 1958, filha de Nelson Arantes Costa e Terezinha Lôbo Costa.Busca transmitir aos inhumenses a importância dos fatos históricos ocorridos e fundamentaram o passado da história dos cidadãos inhumenses. Busca mostrar a força contida nos filhos da cidade das Goiabeiras.
Lista de Comentários
Uma verdadeira história, Legalll.
estamos aguardando a continuaçao prometida para o dia 05 de novembro
Luiz Lobo costa
Estou encantado e desejoso de conhecer melhor a cidade e sentir de perto estas sensações.
parabéns
COMENTÁRIOS
Comentar usando as redes sociais
Caixa de comentários TUDOIN