Publicado em 27/10/2008 16:08

Cidade que aprendi a amar

Deputado Wellingnton Valim declara seu amor por Goiás e Goiânia.

Nasci no município de Itauçu e fui criado em Inhumas. Minha vida se constituiu nestas duas cidades e, apesar da proximidade, nunca fui grande freqüentador de Goiânia. No entanto, quando fui eleito deputado estadual, há dois anos, comecei a me deslocar quase que diariamente para a Capital, para as sessões na Assembléia Legislativa de Goiás.

 

Goiânia é uma cidade fácil de se apaixonar. É como se fosse uma extensão de Inhumas, com seu povo acolhedor, bem-educado, sempre de bom humor. Tem um trânsito complicado, é verdade, principalmente pelo excesso de veículos nas ruas e avenidas, mas não deixa de ser uma cidade acolhedora, tranqüila.

 

É a Goiânia das praças, dos parques, dos prédios bonitos, das inúmeras farmácias, dos grandes hipermercados, das lojas de conveniência nos postos de gasolina e padarias 24 horas. É também a Goiânia de médicos de Primeiro Mundo. Na Capital, seja na área de Oftalmologia ou na Ortopedia, os profissionais são os melhores do País.

 

Vale lembrar também os barzinhos e restaurantes, com seus garçons bem educados, que servem a gente como se fôssemos da família. Tem também as feiras, os pastéis, as frutas e verduras fresquinhas. O artesanato local, os quitutes, as comidas rápidas nos fast-foods etc.

 

Em dois anos freqüentando a Capital, também fiz dezenas de novos amigos, tanto na Assembléia quanto pelos bairros da cidade. São pessoas que hoje moram em meu coração e que vou guardar para sempre na memória, pois de companheiros a gente nunca esquece.

 

Goiânia é uma cidade mágica. Quando viajo pelo País e falo que sou goiano, todos me perguntam como vai a Capital, se continua bela, acolhedora, tranqüila. Digo que mudou pouca coisa, principalmente por causa do crescimento acelerado da frota de veículos, mas que se mantém bonita.

 

O policiamento ostensivo feito pela Polícia Militar garante relativa tranqüilidade. Se a Capital ainda não consegue se ver livre dos homicídios, pelos menos podemos transitar pelas principais ruas do Centro sem tanta preocupação. Diferente de São Paulo, onde só é possível caminhar na região central sem carregar óculos, relógios, carteiras e bolsas.

 

É preciso que se conserve esta mesma Goiânia ainda durante longos anos. A cidade que nasceu 75 anos atrás para abrigar 50 mil pessoas, hoje tem mais de 1 milhão. Cresceu de maneira desordenada, é verdade, mas cresceu e se agigantou. Hoje, é preciso dar ordenamento a novos loteamentos, para que as pessoas não sejam levadas a locais distantes da região central e sem a mínima infra-estrutura. Isso só faveliza a cidade.

 

São Paulo e Rio são exemplos de capitais que cresceram de maneira desordenada e nada foi feito pelo poder público para recuperá-las. Hoje, as duas cidades estão sitiadas por favelas, que são praticamente instransponíveis para a polícia.

 

Goiânia ainda está em tempo de ser recuperada. Não basta apenas batons, retoques, é preciso um projeto amplo de ordenação urbana, como manda o atual Plano Diretor. É preciso segui-lo à risca. Mudanças no trânsito também são fundamentais. Além de obras de infra-estrutura, é preciso investir em educação dos motoristas, tanto de jovens quanto adultos.

 

Wellingnton Valim
é deputado estadual e líder do PTdoB na Assembléia Legislativa de Goiás

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