Publicado em 06/11/2008 14:23

Crise econômica mundial - Refletindo em todos nós

Muito se fala da crise financeira mundial, mas pouco se sabe. A principal pergunta da maioria dos inhumenses – e brasileiros, como um todo – é: em que esta crise pode me atingir? Até mesmo analistas especializados no assunto divergem suas opiniões sobre os reflexos da crise no cidadão, mas todos concordam em um ponto: ela reflete, sim, em todos nós.

Saiba quais os principais reflexos da crise nos inhumenses


Muito se fala da crise financeira mundial, mas pouco se sabe. A principal pergunta da maioria dos inhumenses – e brasileiros, como um todo – é: em que esta crise pode me atingir? Até mesmo analistas especializados no assunto divergem suas opiniões sobre os reflexos da crise no cidadão, mas todos concordam em um ponto: ela reflete, sim, em todos nós.



A crise econômica começou há cerca de um ano nos Estados Unidos, como uma queda no pagamento das hipotecas, que se alastrou pela economia e contaminou o sistema mundial. Banco atrás de banco por lá apresentou perdas bilionárias, outros chegaram a quebrar. Como os Estados Unidos são o país mais rico e influente economicamente do mundo, a crise existente gerou e tem gerado impacto em todos os continentes do planeta.



As quebras e os problemas enfrentados por bancos até então considerados importantes e sólidos geraram o que se chama de "crise de confiança". Dessa forma, o dinheiro parou de circular, pois quem tinha, não queria emprestar, estagnando as finanças. Isso fez cair e encarecer o crédito disponível. E numa economia globalizada, a falta de dinheiro em outro continente afeta empresas no mundo todo.



Com a circulação de dinheiro congelada e o consumo comprometido, o resultado esperado é a contração das economias, uma vez que empresas, pessoas físicas e governos passam a encontrar dificuldade em financiarem seus projetos. Justamente para injetar dinheiro nos mercados os Bancos Centrais fazem leilões de moeda e criam linhas especiais de bilhões de dólares.



No Brasil, o principal efeito da crise é a dificuldade em se obter dinheiro. Grandes empresas que dependem de financiamento externo passam a encontrar menos linhas de créditos disponíveis, afinal, os bancos têm medo de emprestar em um contexto de crise. Por conseqüência, com a dificuldade em captar no exterior, ficam comprometidos projetos de construção dessas empresas, que por sua vez gerariam empregos e renda ao país.



Até mesmo os bancos começam a sofrer com a dificuldade de captar recursos no exterior. Isso reflete também nas pessoas físicas que movimentam nas agências bancárias, já que os empréstimos ficam mais caros. Por conta disso, as instituições de médio e pequeno porte já tiveram ajuda do governo brasileiro.



O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve diminuir também. Isso ocorrerá por que o consumo das famílias e o investimento das empresas cresceram justamente pela farta oferta de crédito. Com menos dinheiro, gasta-se menos, produz-se menos e o crescimento é menor. Com a crise, outra coisa que ocorre no Brasil é a diminuição das exportações.



Além disso, com a alta do dólar aumenta-se a tendência em aumentar os preços dos produtos nacionais, cujos preços impostos pelas empresas se baseiam na moeda estadunidense. Com produtos mais caros, compramos menos.



Dessa forma, conclui-se que os efeitos da crise financeira mundial afetarão, principalmente, os inhumenses que movimentam em bancos. As dificuldades em obter crédito e financiamento aumentarão. Mas mesmo os que não são correntistas serão refletidos indiretamente, uma vez que, conseguindo menos créditos, as pequenas e médias empresas da cidade não irão investir tanto em contratações, além de terem que cortar gastos. Com certeza, os primeiros gastos a serem cortados são os salários, que podem ser reduzidos.

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