Publicado em 16/11/2009 09:43

O Rio Meia Ponte virou um depósito de lixo?

E, só para se ter uma ideia da gravidade do problema da água, dados da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciências e Cultura (Unesco) revelam que, até 2025, mais da metade da população do planeta sofrerá escassez de água. Jornal O Goianão denuncia - crise da água pode chegar a Inhumas.

O  Rio Meia Ponte sempre foi uma preocupação dos nossos políticos, mas, infelizmente, somente às vésperas de eleições. Muitos deles prometeram despoluir aquele manancial de água que circula a região da Grande Goiânia, mas muito pouco se fez nesse sentido. Tanto é verdade que Relatório da Agência Nacional de Água (ANA) aponta o Rio Meia Ponte como um dos sete mananciais mais poluídos do Brasil. E o pior é que esse relatório - uma notícia para quem se diz preocupado com a recuperação dos recursos naturais - parece que não abalou ninguém. Até porque foi divulgado há vários meses e, até o presente momento, praticamente nada foi feito para reverter essa situação caótica em que se encontra o principal manancial de água da Grande Goiânia. Felizmente, “a esperança é a última que morre”.


“Quem deveria arregaçar as mangas”, questiona o jornal Meia Ponte Vivo, editado pela ONG Rios Goianos - Curso D’água, presidida pelo fotógrafo João Faria de Castro Filho, que trouxe ampla matéria sobre essa questão em sua edição de nº 3, distribuída em agosto último.
O próprio veículo de comunicação, que se intitula o jornal biodiversidade goiana - aliás, com todos os méritos -, responde: “Todos nós”.


A  Assembleia Legislativa de Goiás, com certeza, está fazendo a sua parte. Senão vejamos: no dia 24 de março, dois dias antes do lançamento do relatório da ANA, a Comissão de Meio Ambiente e Resursos Hídricos daquela Casa de Leis promoveu audiência pública com o tema: “Agua: qualidade, preservação de nascentes”. A iniciativa partiu do vice-presidente da Comissão, deputado Tiãozinho Costa (PTdoB) com o objetivo de sensibilizar os segmentos da sociedade sobre o grave problema.
De pronto, a iniciativa foi acolhida pela presidente da Comissão, deputada Vanuza Valadares (PSC), que, em seu procunciamento, não se fez de rogada: “A degradação do Rio Meia Ponte gera um sentimento de repulsa em todos os goianos”. Outra parlamentar combativa que  participava da audiência pública, Adriete Elias (PMDB), acrescentou: “o descaso pode levar o Rio Meia Ponte à morte”.


E, só para se ter uma ideia da gravidade do problema da água, dados da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciências e Cultura (Unesco) revelam que, até 2025, mais da metade da população do planeta sofrerá escassez de água. E mais: rezam que 14 países vão passar de uma situação de pressão sobre recurso hídricos para uma efetiva escassez. A poluição das águas dos nossos rios, ao exemplo do Meia Ponte, com toda certeza, é  apenas a ponta desse iceberg.
Portanto, o momento exige de cada um de nós que acionamos o nosso alerta máximo para estarmos atentos para tão importante questão, objetivando sempre contribuir, ainda que minimamente, para a sua solução o mais rápido possível. E vamos começar unindo forças para a despoluição do nosso querido Rio Meia Ponte. Não podemos permitir que um símbolo dos goianos se transforme num depósito de lixo. É uma situação para nos envergonharmos realmente. De imediato, vamos cobrar das autoridades competentes um tratamento adequado dos esgotos. E, com nosso alerta máximo ligado, buscando fazer a nossa parte, sobretudo buscando uma maior conscientização sobre esse grave problema, para que possamos ajudar a resolvê-lo da melhor maneira possível. E que o Senhor dos Exércitos nos guie nessa marcha!

João Nascimento
jornalista

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