Publicado em 20/11/2007 08:51

Tropa Sem Limite

Tropa de Elite, o filme, mostrou á todos os espectadores a realidade de uma autocrítica sobre o país.

Artigo

      Não somente um crescimento industrial como também uma atribuição de comércio, nosso cinema Brasileiro tomou uma dimensão de grande proporção neste ano de 2007. Tropa de Elite, o filme, mostrou á todos os espectadores a realidade de uma autocrítica sobre o país. O pensamento tem sua lógica. Levando em consideração que a bilheteria do cinema é parte impulsionada pelas campanhas de marketing, mas principalmente traga pela mídia boca-a-boca, Tropa de Elite já contaria neste momento com milhões de "agentes" de marketing. Isso faz com que as portas para publicitários fossem abertas com mais facilidade. E a proporção de vendas de quaisquer produtos com o nome do filme, torna-se sucesso. 



      Entre o lado positivo, á claramente o negativo, pois existe a outra linha de pensamento, onde leva a concluir que a pirataria esvazia as salas de cinema e o filme seria um fracasso. Mas devido á maioria das pessoas que assistiram ao filme, saíram das salas de cinema com apenas criticas construtivas sobre o filme, a segunda opção passa a ser descartada. O drama de José Padilha traz indagações, mais ao mesmo, demonstrações da mais pura realidade de uma cidade cheia de favelas, como o Rio de Janeiro.

      Um grande mérito do filme é mostrar o tráfico de drogas. Tropa de Elite já tem uma dose de realidade suficiente quando mostra nosso Jack Bauer brasileiro torturando, batendo, metralhando, colocando pessoas no saco, invadindo o morro, tirando sangue de inocentes, metendo o pau generalizado (às vezes até literalmente) na população. E isso a polícia inquestionavelmente faz. E o pior de tudo é que duvido que quem, assistiu ou assistirá Tropa de Elite não reconheça no personagem um herói propriamente dito, apesar de toda a violência. A obra de entretenimento gera muita discussão e polêmica. O mais interessante, no entanto, é ver como a corrupção, tratada no filme, está enraizada na identidade e na cultura do povo brasileiro. Não está só na política, que acaba sendo o bode expiatório do filme em questão, mas em grande parte da população.

     
      Não há como rejeitar a filosofia de Nascimento (personagem), particularmente pela ótica de Neto e Matias (personagens), porque José Padilha institui entre os três protagonistas uma relação de gratidão. Sobre a pirataria o diretor, Padilha diz que ninguém sabe o efeito que as vendas piratas terão sobre a bilheteria do filme, mas acredita na chance de não haverá prejuízos na venda dos ingressos, já que o público do DVD pirata é um e o dos cinemas, outro. Tropa de Elite será submetido às seleções dos festivais Sundance (janeiro de 2008) e de Berlim (fevereiro de 2008).

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