A necessidade do trabalho e
Há décadas que a visão sobre trabalho vem sendo modificada, pois nos últimos decênios a expectativa de vida começou a aumentar e a carga horária prevista nos contratos de trabalho passou a diminuir e o tempo livre tornou-se um fenômeno de massa.
A NECESSIDADE DO TRABALHO E DO ÓCIO PARA A VIDA
Há décadas que a visão sobre trabalho vem sendo modificada, pois nos últimos decênios a expectativa de vida começou a aumentar e a carga horária prevista nos contratos de trabalho passou a diminuir e o tempo livre tornou-se um fenômeno de massa.
Hoje é comum vermos a venda de apartamentos e casas situados em condomínios que mais parecem clubes, com amplas áreas verdes que proporcionam relaxamento, piscinas e outros atrativos. Tudo isso, para proporcionar ao crescente público interessado a ter um maior aproveitamento do tempo vago, seja curtindo com seus entes queridos ou mesmo sozinho.
Bem diferente dos nossos avos e bisavós que laboravam de 15 (quinze) até 18 (dezoito) horas diárias. Hoje a nossa legislação trabalhista brasileira que segue a tendência mundial, determina uma carga horária de 8 (oito) horas diárias com 40 horas semanais, podendo chegar a 44 horas. Dependendo do grau de formação que possui o trabalhador e o cargo que ocupa essa carga horária de trabalho pode reduzir a metade. Com menos horas de trabalho, sobra tempo para o descanso, logo, a necessidade de preenchê-lo com atividades físicas e culturais se torna primordial, tudo para afastar o tédio.
De acordo com Paul Lafargue, grande escritor político do inicio do século passado, dizia que os nossos bisavós viviam em média 300.000 mil horas e dedicavam 120.000 horas a profissão, ao trabalho no campo ou nas fábricas.
Nesse século, viveremos em média 700.000 horas e gastaremos 80.000 trabalhando e passaremos a ter umas 226.000 horas de tempo vago, sendo o restante reservados para dormir e cuidar de nosso próprio corpo.
Para o grande filósofo Russel, não tem dúvidas que: "Uma população que trabalha pouco, para que seja feliz, deve ser instruída, e a instrução deve levar em conta as alegrias do espírito, além de utilidade direta proporcionada pelo saber científico", portanto, de forma simples, a educação consiste em dar sentido às coisas.
Em contrapartida, quando mencionamos a diminuição de horas trabalhadas nos dias atuais, esbarramos na idéia proposta na execução de trabalho defendida por super potencias como os Estados Unidos e o Japão, onde as leis trabalhistas diferem totalmente das nossas brasileiras. Nesses países, a flexibilização do trabalho, e o brutal capitalismo, proporciona aos trabalhadores terem vários vínculos de emprego.
A maior parte de máquinas que foram inventadas para economizar tempo são obras de americanos e dos japoneses, povos que, insistem viver num ritmo estressante de trabalho, sempre dispostos a renunciar aos fins de semana, ás férias, aos afetos e tudo que possa atrapalhar seus negócios.
São povos ricos de bens de dinheiro, mais pobres de tranqüilidades e de tempo.
Vamos cedo para a escola aprender tudo que podemos para termos uma profissão, depois trabalhamos muito para conseguir tudo que pode o capital nos proporcionar.
Falta algo! Não nos ensinaram o que fazer com o tempo vago, e aí!!! Estamos preparados para aproveitar com qualidade o tempo que nos sobra depois do trabalho? Essa resposta gostaria que fosse desenvolvida em outro texto.
Poliana Aires Rocha
Graduação - Formou-se em 2003, pela UFG - Universidade Federal de Goiás. Defendeu Monografia Jurídica com a tese "A exigibilidade do exame de DNA contra a vontade do demandado na ação contestatória de paternidade". Pós-graduação - Especialização pela FCM - Faculdade Cândido Mendes, em Direito do Trabalho, Processual Trabalhista e Previdência Social, 2006; Defendeu TCC com a tese "Homologação de Acordo Extrajudicial na Justiça do Trabalho".Sócia da banca Rezende Aires Advogados, com dedicação às Áreas: Trabalhista e Previdência Social.
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